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quarta-feira, 23 de maio de 2018

Livros: os últimos 3 livros de suspense que eu li

Olá!

A vida ta mega corrida, o tempo ta passando e, nessa de escrever um post para cada livro que eu leio,  acabei não escrevendo post algum.

Por isso, para aqueles que como eu se amarram num suspensezinho maneiro, jogo as bombas que vão te consumir em uma leitura voraz até acabar xD todos foram lidos em 1 dia ou 1 dia e meio - logo: recomendadissimos!

1) A garota no trem




Um vida despedaçada pelo alcoolismo. Um rotina de historias imaginadas a partir da observação de uma mulher que pega o mesmo trem todos os dias . Um assassinato.

Talvez a unica capaz de auxiliar as buscas é uma mulher cujo testemunho é duvidoso. Ela precisará resgatar sua autoconfiança para conquistar a dos outros para desvendar quem é o assassino.

2) Caixa de pássaros



Um mundo diferente com casas, lojas e tudo mais abandonado. 

A sobrevivência depende de se estar com os olhos fechados. 

Uma mulher, sozinha, criando duas crianças e desafiando todos os desafios físicos e mentais para sobreviver.


3) A mulher na cabine 10

Após sofrer um assalto a sua casa, no meio da noite, e se ver trancada em seu próprio quarto, uma mulher presencia uma situação perturbadora: durante uma viagem de trabalho em um navio de alto luxo, no meio da noite, sob efeito do alcool, ouve uma série de barulhos na cabine ao lado que culminam no barulho de alguém sendo jogado ao mar. 

Ao correr para a sua varanda para verificar, nota uma mancha de sangue na sacada da cabine vizinha.

Em pânico chama a segurança do navio mas estes informam que a cabine vizinha nunca foi ocupada.

O que de fato teria ocorrido? Era efeito do alcool ou alguém, de fato, fora fora assassinado?

Como investigar algo que somente você acredita que ocorreu? 


--- 

Fiquei super intrigada com esses livros e rolaram várias especulações. 
Você também? Conta aí! 

Até!

sábado, 21 de abril de 2018

Livros viajantes II: Vergonha dos Pés

Olá!

Mais um livro que me me surpreendeu do Livros Viajantes II.

Admito que a escrita repetitiva Inicial me cansou mt e nas 20 primeiras páginas eu quase desisti mas era o único livro que eu tinha prs ler numa conexão de 3h xD

E que bom que me forcei pq no final a história - mais especificamente as reflexões são mt interessantes.



terça-feira, 13 de março de 2018

Livros viajantes II: As intermitências da morte

Olá!

Gente, esse livro demorou integralmente o 1 mês disponível para ser lido xD 
Nada contra - não é um livro ruim necessariamente - mas além de demorar para pegar o ritmo de escrita do Saramago (sem pontuação e indicações claras sobre quem é o interlocutor da vez), o livro tem diversos trechos que parecem repetir a informação e andar em círculos. Simplesmente a história parece que não se desenvolve. 

E qual é a história? 
Ora, um dia - sem qualquer explicação - as pessoas pararam de morrer. E depois do surto de felicidade - já que ninguém morria mais, veio a avalanche de problemas práticos em não morrer (seguro de vida? hiperlotação de asilos e hospitais? falência de funerárias? etc...) 
Mas por que as mortes pararam? Elas voltaram em algum momento? Por que apenas nesse país foi observado esse fenômeno? 

Para mim o livro se divide em 2 partes: a primeira que relata os efeitos do "fim das mortes" e as descobertas da origem desse fenômeno; e a segunda parte que fala sobre essa origem e o que aconteceu depois dessa interrupção. 

Por mais interessante que seja refletir sobre as questões colocadas na primeira parte eu achei MUITO cansativa a leitura. Já a segunda parte eu engoli - e adorei o fim! 

Se recomendo? Olha, não é um livro para qualquer pessoa não. Eu gostei do mote da história e só me obriguei a continuar porque era compromisso com o grupo e tal. Fico satisfeita por ter lido até o fim porque gostei bastante da segunda parte mas a maioria dos leitores não teria chegado lá. 

Como sabe-se, a proposta do grupo é colocar comentários ao longo da leitura do livro - para que os demais leitores comparem e exponham suas impressões. Nesse livro em particular até a Bia (que é uma das leitoras mais rápidas, ávidas e tolerantes) falou que ia fazer leitura dinâmica xD 

Logo, não é um livro que eu daria de presente para qualquer pessoa hahahaha Mas eu recomendo a leitura para quem gosta de pensar em situações utópicas para a humanidade. 



Até!

domingo, 11 de março de 2018

Livro: A grande ilusão

Olá!


Minha gente, comprei esse livro de forma super aleatória porque eu acabei meu livro antes de viajar e simplesmente queria um livrim que fosse bom e me entretesse porque tive que dormir no aeroporto.

Tenho que dizer que de fato ele me entreteve - li de meia noite as 05:30. Terminei antes de entrar no avião xD

Será que você se sentiria tentado a se jogar num mistériozinho desse? Me cativou de cara a história.

A protagonista estava lá, vivendo a vida dela - criar uma criança sozinha, já que seu marido faleceu. Uma amiga, querendo auxilia-la a se sentir mais segura em deixar a filha com uma babá, dá de presente um porta retratos com uma câmera embutida.

Eis que na verificação das filmagens há algo errado - o marido falecido aparece brincando com a criança.

No dia seguinte, ao confrontar a babá sobre o ocorrido, esta afirma não entender o que esta acontecendo - ela afirma que não vê o antigo patrão no vídeo.

A protagonista esta louca de pesar ou alguém esta tentando deixá-la louca?

Mano, se com uma pitada dessa você não esta curioso (ao menos um pouco) deixa pra lá xD

Mas certeza que os amantes de uma investigação e de um mistério já tão se coçando.

Recomendadíssimo!

Até!

quarta-feira, 7 de março de 2018

Livro viajante II: A casa

Olá!



Estou atrasadíssima! Achava que tinha agendado esse post - mas não. Na verdade eu achava que todos os post até o meio de fevereiro estavam agendados. 

Enfim, vamos pro que interessa. Esse é o primeiro livro que leio do André Vianco - é escritor brasileiro famoso e eu, na minha ignorância, achava que ele somente escrevia sobre vampiros xD 

A história desse livro na verdade se divida na história de 4 personagens com um sentimento em comum: sofrimento. Todos eles sofrem agora por coisas que fizeram no passado e não conseguem encontrar a paz. Todos eles estão acelerando o caminho até a própria morte. 

Eis que surge um cartão que propõe o que todos buscam: alívio. Este alívio deve ser buscado em uma casa. Mas como? O que poderia ter nessa casa? 

Eu adorei a história. Muito real. Muito humana. Admito que eu mesma sofria junto com os personagens. A transmissão de sentimentos do personagem é excelente. 

Admito também que eu não esperava a conclusão da história e que fiquei refletindo por muitos dias sobre ela. Ainda não sei se a minha interpretação era a objetivada pelo autor ou se eu fui "além"do proposto por ele - ou se foi erro de história mesmo xD 

Mas por fim eu recomendo fortemente esse livro para quem curte uma ficção com uma pegada bem não ficcional (explico: a história não é real mas a pegada toca o leitor como se real fosse ;) ) 

Até




segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Livros viajantes II: "Os elefantes não se esquecem"

Olá!



Li esse livro em razão da 5ª  rodada do livros viajantes.

Na real, apesar de eu AMAR os livros da Agatha Christie, eu não gostei dessa aventura em particular.

Uma das principais razões disso é a necessidade RECORRENTE de ficar batendo no título do livro (acho que pra justificar o titulo, só pode!). A outra é a personagem principal insipida, cansativa e maluca que provoca a investigação e - sabe-se lá porque - realiza parte da investigação.

A história ficou com uma motivação bem ruim - o porque de desvendar o mistério. Se não bastasse, com poucos elementos fornecidos já era possível ter uma ideia do desfecho mas a história se arrastou muitoo, foram inseridos personagens desnecessários e, por fim, desvendar o mistério na prática não mudava EM NADA (de verdade) a vida das pessoas.

Como é um livro de mistério, e talvez você esteja interessado em lê-lo, preferi comentar de forma bem superficial para não estragar surpresas (ou não).

Eu continuarei SEMPRE recomendando para os adoradores de mistérios os livros da Agatha Christie, mas este em especial eu NÃO RECOMENDO pura e simplesmente porque não é um bom mistério nem uma boa investigação.

Peço desculpas antecipadas aos prováveis adoradores do livro - calma minha gente! eu somente não curti o livro, você pode continuar curtindo e achando brilhante xD

Até!

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Livros: a verdade sobre o caso Harry Quebert

Olá!


Esse foi um dos melhores livros que li nos últimos tempos (o melhor desse ano!)

Peguei ele emprestado com a minha boa-drasta Edna quando fui em Junho em Brasília com vários comentários bons, tanto dela quanto do meu irmão, elogiando a forma que foi desenvolvida a personalidade do protagonista (a busca dele em sempre se destacar, não importa o esforço).
Quando peguei o livro tinha na cabeça que a história teria foco nisso. Eu estava enganada.
O livro trabalha: a vida e desenvolvimento do protagonista (Marcus Goldman, jovem escritor), a história do livro mais famoso de seu mentor (escritor de meia idade chamado Harry Quebert), a história sobre o escritor Harry Quebert e, por fim, a história sobre o desenvolvimento de investigação judicial que iniciou com a morte de uma jovem na década de 70 e permanece sem solução até então.

O autor deste Livro é um cara brilhante por diversos motivos (história bem fechadinha) mas também achei genial a dedicação em desenvolver a personalidade de personagens secundários envolvidos na trama pois conseguiu explorar a dificuldade que se tem em formar a opinião sobre alguém com apenas um encontro. Muito interessante mesmo!

Sugiro a leitura. Sugiro mesmo! Pra qualquer pessoa - pq acho dificil a narrativa, da foema que foi feita, não interessar. E, principalmente, sugiro a leitura para aqueles que gostam de uma boa investigação e que ficarão chocados com suas conclusões e consequências.

Ótimo livro! Tempão ja passou e ainda fico pensando xD segurei o post para ver se minha opinião sobre o livro mudava mas somente melhorou ^^

Até!

sexta-feira, 16 de junho de 2017

Livros: As crônicas das Irmãs Bruxas II e III

Olá!






Esse post irá se dedicar a falar sobre os volumes 2 e 3 da trilogia Crônicas das irmãs Bruxas. Para ler a crítica do vol. 1 - Enfeitiçadas, clique aqui.

ALERTA! CUIDADO! ATENÇÃO!

Prezadas e Prezados, eu gosto de escrever de forma livre minhas opiniões sobre livros e outras coisas então não estou afim de ficar me podando para não mandar Spoiler. Logo, se você não quer saber de algo sobre a continuação dessa trilogia PARE AGORA de ler esse texto.

Amaldiçoadas

Eu super admito que apenas saquei que o livro Enfeitiçadas tinha continuação quando terminei o livro e vi que tinha umas páginas a mais e... Ahhh tem história d Cate no convento *oh my godiii* xD
Li esse trechinho na velocidade da luz e saí correndo para arranjar o livro todo para ler logo.

A verdade é que o fim do livro 1 me pegou desprevenida. Eu não esperava que ela sacrificasse tudo e fosse pro convento por causa das irmãs. Mais ainda, não esperava que ela não explicasse nada pro coitado do Finn - depois dele ter feito tudo que combinou com ela.

Mas aí a história se desenvolve dentro do que eu esperava. O Finn parece que ta cagando para ela - mas não esta - e depois dos momentos de tensão eles estão de volta s2 e aí é super fofo e eles unidinhos para proteger a Cate e as meninas.

A vilã da história e a boazinha toda poderosa frágil em oposição no convento me soou muito como clichezão - sorry, mas  realmente achei mega previsivel. Pior é que por razão alguma a Cate do nada confia na boazinha mas continua meio que se colocando na mão da OBVIAMENTE mana do mal.

Enfim, achei interessante ter rachado o convento entre as partidárias e principalmente o desfecho da história - cada lado fazendo o que achava correto. Coerente com a personalidade das personagens - e mesmo com a suscetibilidade a manipulação destas.

Mas acho que o que me surpreendeu mais foi ambas as missões "darem certo" e quem se fodeu de novo foi o relacionamento Finn e Cate. Genteee, acho que nunca vi um romancinho acabar de um jeito tão triste para um dos lados sem que tenha existido morte nem traição (dos envolvidos). Chocada com a maldade da Maura - aquela vadia traidora.

Mas uma crítica relevante: a Maura é descrita como a mais bonita, a mais agradável para os outros e a mais incontrolável. Contudo, é exatamente ela que se torna a boboca manipulável e fraca no convento. Tem momentos que eu tenho raiva dela mas em muitos momentos me dá raiva da Cate que SABE que estão se utilizando das brigas entre elas para ganhar poder e mesmo assim ELA CAI nessa.

====>>> Tá, depois que a Maura cagou no pau apagando a memória do Finn eu larguei de mão  e interiorizei que ela iria se dar muito mal no final das contas se afastando assim das irmãs e SABENDO do conteúdo da professia <<<====

Predestinadas: 

A ida para o último volume da série foi com bastante resistencia. Eu tentei ao máximo prolongar a leitura. Simplesmente não queria que o livro, a histórias, a magia acabassem.

Nesse volume a irmã mais nova Tess ganha muito mais destaque - afinal ela é o oráculo e agora todo mundo sabe disso. O que fazer com um bichinho de 12 anos, morrendo de medo de ficar louco, cheio de poder e tendo várias visões (francamente, muito previsíveis)?
Lógico que a irmã Inez, vulgo nossa antagonista, usou de todas as artimanhas que podia para separar ao máximo as 3 irmãs.
Nesse livro cada uma fica com seu grupo: Maura se alia a uma das resgatadas cheia do odio no coração de Harwood, Tess tenta mostrar que é muito madura e independente se afastando de Cate, e a Cate mostra que é uma mulher do cacete: mesmo com o coração quebrado por saber que o cara que ela ama (e ia casar) não lembra dela, a vida continua, existem prioridades e uma futura guerra contra as bruxas na esquina. Ela não pode ficar assistindo e de braços cruzados!

E a Cate mostra que é exatamente a protagonista corajosa do inicio da trilogia: se arrisca, vai atras, faz alianças e abre mão das vontades dela muitas vezes em prol do bem maior - segurança das irmãs/gente pobre e doente/ bruxas.

E achei coerente o fim do livro - não tudo, fiquei bem incomodada com a aceitação OFICIAL das bruxas na sociedade. Nada contra pessoal mas ficou MUITO forçado! Pessoal tava tacando fogo ontem nas bruxas. A simpatia pode brotar em certas pessoas pela ajuda no incêndio mas não a ponto de irem para o outro extremo. Acho que valia o Sean Brennan ter falado: farei o possivel para a aceitação pela sociedade da existência de vocês e para modificar a má impressão criada pelos irmão. Já era uma ótima!

O que eu falava sobre coerencia foi sobre a Cate e o Finn xD After all, o cara não lembra de nada mas esta se apaixonando de novo por ela mas isso não significa que eles já vão agora casar e tudo mais. Não, a Cate na moral nem tava pensando nisso xD Pensando em ser enfermeira e tudo mais. Eu achei ÓTIMA essa parte - não me lembro de uma protagonista parecer se importar mais com outras coisas que o seu relacionamento.

Por isso: PALMAS ALTAS para a escritora Jessica Spotswood por criar uma história que mesmo passando por cliches inescapáveis CONSEGUIU fugir dessa obrigatoriedade de colocar a mocinha ansiosa pelo casamento com o galã. A protagonista é sem graça e tudo bem. Ela podia ter escolhido o galã e escolheu o nerd. E tudo bem tudo isso, porque no final das contas, mesmo quando ele se esqueceu dela, ela CONTINUOU VIVENDO!!! Porque é assim a vida!

OK. Eu realmente gostei muito mesmo dessa trilogia e recomendo muito muito muito mesmo.

Agradeço ao pessoal do livros viajantes II por ter me aceito no grupo e me feito encontrar essa trilogia - cuja a capa e sinopse me afastaria.

Pessoal: vençam os preconceitos dos títulos dos livros, da capa com carinha de livro de menininha e sinopses vagas. Os livros SÃO bons.

Até!







sexta-feira, 9 de junho de 2017

Livros: O que há de estranho em mim

Olá!


CUIDADO!! ESSE POST PODE CONTER SPOILERS!! 

Esse livro, admito, me surpreendeu pois as primeiras páginas pareciam bem maçantes, muito dedicado aos pensamentos aborrecentes da protagonista. Estava esperando aqueles chiliques habituais e tudo mais quando.... Tudo mudou porque subitamente ela era uma adolescente com um problema sério mesmo - o pai deliberadamente escolheu largar de vez a responsabilidade dele de ser pai. 

E esse é um problema recorrente com pais na adolescência. Eles dizem que tentaram tudo, que fizeram de tudo, que tentaram conversar e que não sabem mais o que fazer ai... Seu filho é um rebelde e ele não sabe o que fazer então, porque não se livrar do incomodo de ter ele ali todos os dias te lembrando do problema que ele é. 

Cara, o livro é muito forte. Esse intro que eu fiz é apenas uma das maiores justificativas que os pais dão para "largar de mão". Se pai de adolescente é uma barra e acho que todo mundo deveria lembrar disso quando fica sonhando com aquele lindo bebezinho inofensivo. Crianças crescem e quanto mais consciência do mundo tem mas complicado se torna lidar com elas. 

Lógico que em diversas partes da história - que é fictícia - a protagonista demonstra que não sabe das coisas e que esta confusa e com medo mas acho legal que ela também tem consciência de que esta dando o melhor dela para se virar durante a adolescência - e também na situação bosta que o pai a deixou. 

Outro ponto que achei interessante é a resistência pessoas que obviamente precisam de ajuda. De fato, ser humano passa do lado, pode fazer algo, e escolhe não se dar ao trabalho porque é mais fácil, né? 

Por fim, a questão sobre internatos e tratamentos "de choque"e restritores da liberdade como métodos ressocializadores (ha ha, impossível não rir sobre COMO isolar pessoas irá para torna-las mais sociáveis - oi?). O tenso é a exposição desse tipo de método - que NÓS empregamos todos os dias em diversos países para tudo - mas que somente chama atenção quando são adolescentes nessas. [ prefiro não adentrar na discussão mas porque não questionar o sistema prisional? ] 

Gostei bastante do livro e super recomendo a leitura. Vença as primeiras paginas introdutórias que são beeeeem chatinhas que vale as reflexões que o livro provoca. 

Até!

sexta-feira, 12 de maio de 2017

Livros viajantes II: Enfeitiçadas

Olá!



Esse livrinho é da 4ª rodada dos livros viajantes - que na presente data ainda não aconteceu - mas eu antecipei a leitura já que é a rodada do Daniel e ele ainda tá lendo a casa dos espíritos.

O que posso dizer dessa nova trilogia que entrou na minha vida e já considero pacas?

É mais um livro com foco em meninas adolescentes, com romance adolescente e aquele pano de fundo mágico - mas saímos daquela realidade que já tinha cansado do homem do par romântico ser o todo poderoso, e as poderosas são as mulheres.

(tá que as poderosas são perseguidas e mortas então voltamos a estaca zero do poder feminino: mulheres precisam de um homem para se proteger e evitarem de serem julgadas como bruxas - tenham elas poderes ou não. )

Talvez meu tom ácido sobre o romance juvenil/ o homem que salva/assuste mas é que eu ando bem cansada dos autores usarem sempre a mesma fórmula.

Mas esse livro nem foi assim. Quando iniciei a leitura já estava revirando os olhos e esperando mais uma adolescente que tem tudo reclamando da vida, não tendo noção da sua beleza e vivendo em função dos seus suspiros pelo galã perfeito.

Mas a protagonista tem problemas reais - ela é uma bruxa, ela esta em idade de casar (o contexto da história seria o de uma sociedade com regras sociais/vestimenta/morais do séc. XIX), ela tem duas irmãs menores, que também são bruxas, mas como elas perderam a mãe, a protagonista tem a responsabilidade de zelar por elas. Se não bastasse tudo isso, ela tem os próprios problemas para conter a própria magia e definir seus próprios quereres.

Mas a história se diferencia do padrãozão recente - que fica lá focado no relacionamento amoroso - porque o foco da história é o dilema da protagonista quanto aos próprios quereres e seus deveres.

Li o livro em um dia - ansiosa para saber como iria acabar - e terminei o livro louca para pegar o volume 2 xD

E você, já leu esse livro? Esta interessado na coleção? Ou simplesmente gosta de uma história de magia? No caso da última resposta ser afirmativa - recomendo o livro.

Até!


segunda-feira, 1 de maio de 2017

Livro: Dorothy tem que morrer

Olá!


     Ganhei esse livro da minha sogrinha no nosso amigo oculto de natal no ano passado. Já tava afim de ler esse livro desde que o vi numa livraria pq:
* primeiro eu amo o mundo de Oz (super fã mesmo).
*segundo porque com esse título QUALQUER pessoa que viu os filmes (sim, oS filmes) ou leu oS livros (sim galerie, existem VÁRIAS histórias do Baum sobre Oz, Ozma e outras aventuras da Dorothy).

   Me chamou atenção que a pobre e inocente e boazinha dorothy tivesse alguém que acha que ela TEM que morrer. Na hora: gente, o que rolou em oz? Toda vez que penso em Dorothy e a história de Oz, a imagem que me vem na cabeça é essa:

 
   Minha atenção (e acho que a de todo mundo) foi captada: Por que a missão da protagonista desse livro é destruir esse quarteto do amor e da virtude?

  Aí vem a esperteza da autora (e de muitos autores recentes) que tem desenvolvido histórias novas com um papel de fundo já pronto e acabado por outros autores. Tá mole né? Alguns recontam a história, outros mudam totalmente o sentido da história e outros contam histórias que teriam acontecido DEPOIS da história original (tipo os livros da série "O lado mais sombrio" que fala sobre o pós Alice no País das Maravilhas). A esperteza é que já existem autores em potencial porque normalmente são histórias consagradas e com vários fãs.

   A outra tendência é tornar o pano de fundo algo "mórbido" e totalmente diferente do mundo mágico, bonito e feliz que nos foi inicialmente apresentado.

  Com o mundo de Oz essa não é a primeira vez que se faz uma continuação da saga da Dorothy. Na década de 80 a Disney lançou o filme "Retorno a Oz" que contava a saga da Dorothy sendo convocada pelo Espantalho a voltar a Oz e ela sente que os amigos precisam de ajuda. A Dorothy e seus amigos são bomzinhos mas algo ruim surgiu novamente em Oz.
   O estilo adotado pela produção é bem sombrio e eu me lembro de ficar bem assustada com diversas partes - eu morria de medo da Princesa Mombi ou A princesa sem cabeça (como eu chamava).  Até a Dorothy era meio esquisitinha e os cenários ajudavam nessa imagem mais pesada.

  Mas a proposta do livro Dorothy tem que morrer vai além de deixar Oz mais dark. Oz não é mais a mesma e a culpa é da Dorothy  porque a Dorothy é uma ditadora má (believe me).

  A protagonista dessa história não é a Dorothy - ela é a antagonista. A protagonista é a Amy, uma menina também do Kansas mas com um histórico de vida bem ruim que envolve bullying na escola, abandono parental e alcoolismo na família. A menina não tem amigos e parece que todo mundo acha que ela é um desperdício de potencial. A narração sobre os sofrimentos da protagonista doi no coração pois ficou bem humano mas sempre tem aquele "quê" adolescente que cansa um pouco no desenvolvimento da história.

  Mas vamos pular para a parte de que ela, sua casa (um trailer) e sua ratinha são levados por um furacão para Oz. Parece repetido né? E eles caem em Munchkin land... tá, parece bem chato e repetitivo né?

  Juro para você que é melhor do que isso. Acho que a autora utilizou essa sistemática paralela para aumentar o choque com a nova Oz e justificar o título do livro. Não vou continuar desenvolvendo sobre a história porque perde a graça mas a narrativa se torna interessante, a personagem se questiona  com frequência sobre o que DEVE fazer e o que QUER fazer (algo que não ocorre na história da Dorothy, que é pura e sempre sabe como agir corretamente). A história traz bastante humanidade para a personagem.

  Infelizmente, a protagonista é uma adolescente e o foco do livro parece ser um público adolescente o que hoje em dia significa aqueles INSUPORTÁVEIS momentos corta climax dos rolinhos amorosos SUPER previsíveis apesar de advertências.

# Escritores e leitores do meu Brasil, PQ CARA*&$s continua-se matando aventuras dos adolescentes com romancizinhos? Que saco cara!

   Mas afora esse pedacinho do livro que é bemm chatinho, o resto da história é bem conduzida e vai amarrando o leitor. São muitas duvidas, não dá para confiar em ninguém e você quer saber o que acontece afinal de contas.

   Aí, você JURA que vai descobrir e.... acaba o livro. WTFFFF??? Ódio. Você descobre que é uma sequencia.


 
     Eu ando fugindo de histórias que se dividem em vários livros mas parece que tudo que se vende hoje em dia é assim. E, mais uma vez, estou aqui me roendo para saber: O QUE ACONTECE??

   Já deu para ver que eu RECOMENDO o livro mas existem advertências suficientes de que o público alvo é de adolescentes. Logo, você (adulto e jovem adulto) respire 10x nas partes dramático-adolescentes e sobreviva a isso que você gostará da história principal.

Até!


segunda-feira, 17 de abril de 2017

Livro viajante II: A casa dos espíritos

Olá!


E esse foi o livrinho da 3a rodada dos livros viajantes!

Também foi lido antes de realmente passarem o livro para mim xD

    E eu gostei muito da história, principalmente pelo fato dela acompanhar grande parte da história e as modificações vividas durante o Séc. XX em uma país latino.
    Quem acompanha o blog sabe que eu adoroo livros que tenham como direcionamento do enredo fatos históricos (como os livros da Marion Zimmer Bradley e mais recentemente os livros do Ken Follet), e que eu tenho fraco pela história do Séc. XX - um dos séculos com mais modificações sociais/políticas/econômica/tecnológica mas normalmente esses livros se focam na história europeia ou norte-americana.
    Este é o primeiro livro que eu leio em que o pano de fundo são fatos históricos ocorridos na América Latina - mais precisamente no Chile - e eu achei interessantíssimo ver como as realidades históricas daquele país são parecidas com a nossa (machismo, poder dos latifundiários, total descompromisso do Estado com o bem estar de TODAS as camadas, falta de serviços sociais e, por fim, a desestabilização pelas mudanças que culmina no apoio dos Ricos a tomada do poder pelos militares - e posterior ditadura).

# Para constar: eu já li livros brasileiros que relatam fatos reais ou ficcionais ocorridos no Brasil durante o Séc. XX. Na minha afirmação anterior sobre não ter lido livros com pano de fundo na América Latina se refere ao resto dos países, excluído o Brasil.

A história envolve de cara porque a magia esta por ali. O esoterismo, os fatos estranho e a narrativa diferente envolvem e te deixam curiosa. O tempo todo eu ficava: "mas o que aconteceu?"e com isso a Autora me amarrou dias lendo o livro sempre que dava.

Em alguns momentos a história fica lenta, excessivamente detalhada e por isso acaba dando aquela desinteressada. Mas é aquilo, quando o autor se propõe a conta a vida de alguém, é natural que ela vai se tornando mais animada e interessante com a chegada da adolescência e inicio da fase adulta e depois se torne mais parada e desinteressante mesmo - humanidade lide com isso.
  Mas o interessante da história é que justamente demora bastante para essas estagnações acontecerem porque a história se prolonga no tempo e troca os holofotes para a próxima geração, quando a anterior se torna mais parada. (ótima sacada da autora)

  Acho que a forma de escrever que mistura narração em terceira pessoa com a narração em primeira pessoa de um dos personagens - que parece contar suas memórias - uma jogada de mestre porque o leitor tem mais informações sobre esse personagem (como as pessoas veem ele e como ele próprio se vê! Isso colabora muito para o fechamento de uma opinião sobre esse personagem).

  A única critica que faço é quanto ao título do livro. Não há uma casa dos espíritos propriamente dita - então se você esta lendo e considera isso um spoiler maléfico, não é. Você assim já vem sem expectativas e não se frustra.  Existe uma pessoa com poderes especiais e que acaba se associando e se aproximando de pessoas interessadas no além e uma rotina da casa que é permeada por essas coisas. E só. O título poderia ser outro mas talvez a propaganda e venda não fossem tão boas.

  Em 1993 saiu a adaptação hollywoodiana do livro. Admito que quando eu vi o elenco eu fiquei
MUITO animada mesmo e no início o filme parecia ser uma ótima adaptação mas... não é.
  Embora a caracterização tenha sido excelente e os personagens estivessem perfeitos em relação a descrição do livro, a história é toda atropelada, existem cenas cruciais que eles não inseriram, existem cenas desnecessárias do livro que foram mantidas no filme, a história foi adaptada para suprimir diversos personagens e mesmo histórias e, como se não bastasse eu já ter criticado o título, o filme parece ignorar praticamente TUDO que poderia dar o nome ao filme de Casa dos Espíritos.
   Não é que seja um filme ruim mas se tivesse um outro nome e não fizesse referencia ao livro xD Da forma que foi feito qualquer pessoa que veja o filme fica: "Ué porque o nome do filme é esse?"

Conclusão: o livro é RECOMENDADISSIMO e estou muito afim de ler outros livros da Isabel Allende. O filme: é melhor ver antes de ler o livro para não achar ele uma merda xD

Até!



sexta-feira, 7 de abril de 2017

Livro: Labirinto

Olá!


Tá, não era sobre o livro Labirinto que eu ia escrever??

       De fato, acabo de terminar de ler o livro "Labirinto" de A.C.H. Smith. Contudo, esse livro é a novelização do filme de Labirinto de 1986 então acho que não faz muito sentido falar do livro pois o que realmente importa é minha paixão por esse filme que vi quando era bem pequena, corri atrás de comprar a fita da locadora (quando ela fechou) e cujas músicas, interpretadas pelo David Bowie, me encantam até hoje.

Sinopse: Sarah (intepretada pela atriz Jennifer Connely) é uma adolescente que convive com a nova realidade de, após seus pais terem se separado, o pai casou novamente e desse relacionamento veio seu meio-irmão Toby.

             Essa nova realidade esta levando Sarah a uma crise de rebeldia adolescente na busca de atenção do pai - e rejeição a madrasta e ao meio-irmão.

              A história se inicia com mais um conflito entre Sarah e a madrasta quanto as funções de babá de Sarah nos dias em que o pai e a madrasta saem. Além disso, Sarah nota que um de seus bichos de pelúcia sumiu, deixando-a furiosa por terem mexido no seu quarto.

              Na busca pelo bichinho de pelúcia, Sarah o encontra no quarto em que esta Toby, o qual não para de berrar.

             Nesse momento, em que ela esta tomada pela raiva e irritada com o choro de Toby, Sarah se lembra do livro que esta interpretando e pede para que os duendes levem o bebê e, para sua surpresa, o Rei dos Duendes (interpretado por David Bowie) vem busca-lo.
         





  Arrependida de seu pedido, Sarah terá que atravessar um labirinto em 13h para resgatar Toby ou ele também será transformado em duende.



A história parece bobinha mas me encanta até hoje. Quando eu era pequena (e era a irmã mais velha) sempre me via com a Sarah e que teria que resgatar meu irmão.



Os duendes
      To velha e continuo adorando a história. As músicas são ótimas também (na época foi a versão do Bowie mesmo, sem traduções nem nada) e acho os bonecos e cenários muito legais.

O filme esta disponível no Youtube de forma paga então recomendo para aquele dia chuvoso que você esta querendo ver um filmezinho só para distrair bem light e dar umas risadinhas ^^

Até!

sexta-feira, 31 de março de 2017

Livros: The throne of the crescent moon

Olá!


       Como podem ver pelo título e a capa, essa versão é em inglês e pelo que eu sei ainda não houve tradução para o Português. Não é desestimulando, mas prepare-se para um inglês mais formal e para palavras que você vai precisar verificar o significado no dicionário, pois o pano de fundo dessa história não é o que estamos acostumados.

     Mas, enfrentando as barreiras linguísticas, você estará diante de um livro muito bom.

      O Protagonista Doctor Adoulla é muito humano, com sua historia e motivações bem fechadinhas. Ele impressiona pela simplicidade e pela constante demonstração de sabedoria adquirida a duras penas. Acho muito legal ele ser tão honesto quanto a seus quereres e seus arrependimento na vida. Como eu disse, muito humano.

Fomos para praia, o tempo fechou: bora ler.
Daniel lendo "Vergonha" e eu throne of the
crescent moon. 
      Para falar a verdade, uma coisa que gostei muito nesse livro, é a presença de vários personagens idosos agindo de forma ativa na trama - e não só apenas dando sábios conselhos, como normalmente acontece. O autor explora a necessidade dos mais jovens ouvirem os mais experientes para poderem tomar melhores decisões - ou pelo menos, decisões sem sofrer tanto - e ainda apresenta o alto grau de poder dos personagens que, mesmo idosos, são mais capazes que os jovens puramente por serem mais experientes - nunca vi isso ser explorado em uma história de fantasia antes.


      Outra coisa que me chamou muita a atenção e desenvolveu minha imaginação foi a mudança de cenário. Ir para o deserto, para as cidades árabes caóticas, com seus mercados e bairros segmentados em razão da religião, e também as diferentes vestimentas e comidas, abre um mundo totalmente novo na minha imaginação ( que esta repleta de castelos, armaduras, cavalos, carvalhos e um prato de cervo xD).

        Sim, estou exaltando o diferente e reclamando dos clichês reiterados que pessoal fica reproduzindo achando que tá inventando a roda. )
#Por mais cenários variados - diversificação de culturas! 

    Pois bem, eu gostei bastante da história e da proposta de aventura. Esse livro é o primeiro de uma série - The crescent moon kingdom e eu com certeza vou querer ler os próximos.

   Como crítica, tenho apenas a conclusão da história. O autor se preocupou tanto no detalhamento de tudo e na construção de ideias e na lenda e tudo mais e ai..... o fim súbito e meio inesperado - mas não aquele inesperado "bom", sabe, mas aquele inesperado meio plot twist que não deu certo.
    Outra falha/chatisse/ou talvez seja a intenção do autor, o romance entre o Raseed e a Zamia foi chaaaaaaaatoooooooo. Lenga lenga da porra e o final era previsível.

Afora esses pontos, adorei mesmo o livro e super recomendo!
O livro pode ser encontrado na livraria cultura e custa aproximadamente R$35,00.

Até!

segunda-feira, 20 de março de 2017

Livro viajante: Uma burca por amor

Olá!

    E iniciou-se um novo ciclo de livro viajante \o/

   Para quem não sabe, o grupo Livro Viajante trata-se de um rodízio mensal ( ou praticamente mensal, pq as vezes temos atrasos ^^'') no qual é feito um sorteio para determinar a ordem do repasse (quem te envia e para quem você encaminha o livro) e se inicia com você escolhendo qual é o seu livro que você vai colocar na roda.

    O livro que eu escolhi para essa rodada é "Cidade de Ladrões" ( David Benioff) e ele foi encaminhado no meio do Mês de Janeiro para a 1ª rodada do livros viajantes. O livro que eu recebi eu já tinha lido que é o "Exorcismo, amores e uma dose de blues" (Eric Novello) - para ler a resenha desse livro clique aqui.


     Então agora estamos na segunda rodada do livros viajantes II e eu já li o "Uma burca por amor" e a partir de agora exponho as minhas opiniões. 

     A história do livro é baseada em fatos reais o que por si só já dá um peso maior - pro bem e pro mal - na nosso opinião de leitura. 
Particularmente achei o livro meio mal escrito mas nada que atrapalhe ou incomode muito na leitura. A narrativa somente fica meio atropelada as venhas ou enfadonha em outras. 

    Sinopse feita por mim: a história de uma jovem adulta alienada que se casa com um rapaz afegão e mulçumano, e que mesmo após casada parece ignorar qualquer informação sobre a cultura/religião/cultura do marido. Ela não conta nada sobre o casamento para a família (de quem ela fugiu aos 18 anos porque era "rebelde") e resolve ir para o Afeganistão grávida para acompanhar o marido - que insistia que ela não precisava ir. Após ficar presa uma primeira vez nesse país (porque não teria condições de voar por causa da gravidez) ela RETORNA com o marido e filho pequeno para lá e, após terem todo seu dinheiro e passaportes roubados, acabam ficando ANOS presos no Afeganistão. 

     É uma sinopse dura mas porque em linhas gerais foi o que aconteceu. 
    Eu me irritei N vezes com essa guria porque ela era muito sem noção. Depois de um tempo eu comecei a ficar com raiva do marido porque FRANCAMENTE ele não achou relevante falar para ela a bosta de lugar que é o Afeganistão para uma mulher não?? E outra, depois do perrengue master blaster que eles passaram na primeira ida, se ele fosse uma pessoa razoável, a esposa podia chorar lágrimas de sangue querendo ir com ele mas ele não permitiria, já que ELE tinha plena consciência do perigo que expunha esposa e filho levando-os para seu país de origem. 

(pausa para respirar) 

Após tanta crítica é de se pensar que eu não gostei do livro né?

    Mas eu gostei. É uma aventura e uma provação de vida muito intensa. É impressionante que a protagonista continue esperançosa e amando o marido depois de tudo que passou. 
    A força de vontade de viver em ambos, mesmo com tantas privações e sofrimento, é algo que faz uma pessoa refletir sobre o valor que tem dado a própria vida. 

    Acredito que para meninas que adoraaam um romance água com açucar onde a mulher faz de tudo para que o casal fique junto a qualquer custo vão amar. Eu leio e me indigno mas respeito. 

Então é isso pessoal, recomendado para pessoas que gostam desses amores meio loucos xD e para quem curte uma história real que mostra que é possível vencer obstáculos e fases ruins ^^ 

Até! 

quarta-feira, 15 de março de 2017

Livros: Eu, Christiane F. - 13 anos, drogada e prostituída

Olá!



O livro Christiane F.  foi um dos sorteados no grupo de leitura e discussão de livros que  eu faço parte – o Café com Letras. Na verdade o livro que eu deveria estar lendo agora é Cem anos de solidão (do Gabriel Garcia Marquez) mas tive um lapso de memória e acabei começando a ler esse e aí baguncei tudo.

Quando acontecer o café com letras eu trago as discussões que travamos no nosso encontro pois nesse post a ideia é falar sobre as minhas impressões do livro.

Para começar, consiste em um relato real e  eu já sabia a história do livro antes de ler ele porque vi o filme (que foi feito baseado no livro) quando eu tinha uns 10 anos. O filme me chocou muito e acho que até e até eu ler o livro, achava que era nova demais para ter visto aquele filme mas a minha opinião mudou.

A história resumida esta no subtítulo do livro: 13 anos, drogada e prostituída. Tá que o titulo e subtítulo são invenções brasileiras (na obra original o nome era completamente diferente - Wir Kinder vom Bahnhof Zoo, que significa "Nós, os filhos de Bahnhof Zoo, estação de trem) mas acho que a forma brasileira utilizada foi boa porque já fala para o leitor o que esperar.

O engraçado é que o filme me chocou muito (e as lembranças do filme me chocavam) até eu ler o relato da Christiane. Os detalhes. A junção das declarações da mãe da Christiane e de outros profissionais que de alguma forma se relacionaram com o caso dela ou com a situação crítica que se passava na Alemanha no fim da década de 70. Isso sim é que choca porque o filme não tem a percepção, o desespero e diversos detalhes que o relato dela apresenta.

Acho que o que mais me impressionou era a minha reação constante a coisas que a Cristiane falava sobre o que motivou ela a iniciar o uso de drogas e a passar para uso de substancias mais pesadas. Ela repetiu várias vezes que era para se sentir “incluída” e no início eu ficava: que criancice, que idiotice, que imaturo.

Aí, teve um momento que o número 12 saltou da página e gravou na minha mente e eu realizei: LÓGICO que é infantil e besta esse tipo de pensamento! Christiane tinha 12 anos quando fumou maconha pela primeira vez em uma sociedade sem internet (para mim isso muda muita coisa!)

E o que me dá raiva (de mim) é que a minha reação parece semelhante com a reação do bom povo alemão da época que ignorava que a “drogada” na estação era uma criança! Que a menina com icterícia passando mal porque provavelmente usou uma agulha infectada É UMA CRIANÇA, mas que por ser drogada, teve atendimento negado no hospital.

E essa criança, quando conseguiu sair da merda e se desintoxicar continuou sendo desestimulada e convencida de que nunca poderia vencer na vida – pois tinha sempre o histórico de ter sido drogada no lombo.

Bom, indignações a parte e mesmo com toda a crítica ao sistema alemão na forma de lidar com o problema das drogas com crianças e adolescentes, eu realmente não tenho como não botar uma grande carga de tudo o que aconteceu nas costas dos pais da Christiane.

Sério, onde já se viu uma pessoa de 12 anos poder sair de casa todos os dias da semana? E não tinha tarefas, e tinha uma mesada “de graça” (independente de qualquer rendimento escolar). Por vezes dá impressão de que os pais não fazem ideia do que se passa com a vida acadêmica da menina!!

O mais bizarro – mesmo compreendendo as limitações tecnológicas da década de 70 – é que a mãe permitisse que uma menina tão nova simplesmente sumisse finais de semana inteiro e NUNCA fosse conferir com a mãe da suposta amiguinha se ela estava realmente lá.

Tá. Se não bastasse todaaaa a negligencia familiar pré e início do consumo de drogas, a reação da mãe quando descobriu que a filha esta injetando fucking HEROÍNA foi ... cara, só pode ser ignorância ou pura apatia porque parecia que ela não fazia nada. Somando as declarações da mãe com as da Christiane, me pareceu que a mãe deixou ela ainda mais solta e abandonada depois que descobriu o vício da filha.

Ta. Ta. A vida com internet é diferente. Mas realmente tenho a impressão que as coisas podiam ter sido muito diferentes se a Christiane tivesse tido uma presença familiar de verdade – não aquele “como eu não vi? Como eu não imaginei?” que a mãe dela fica soltando.

Tanto é verdade que a Kessy – amiga da Christiane cuja mãe encheu de porrada e proibiu de sair a noite nessa época – rapidamente se recuperou, voltou a frequentar normalmente o colégio e, segundo a própria Christiane, continuou tendo uma vida normal.

( Nesse momento vem todos os críticos de violência doméstica e bla bla bla. Não estou defendendo que você encha seu filho de porrada para ele “aprender”. Somente estou dizendo que entre ficar apático e tentar “bater no seu filho antes que alguém da rua bata” é menos traumático na vida do que se tornar viciado em heroína PONTO.)

Poster do filme.
Concluindo a análise: excelente livro – não que a leitura seja agradável, porque eu me sentia emocionalmente abalada diversas vezes – mas EXTREMAMENTE recomendável para formação individual, social e familiar das pessoas.

O vício em drogas realmente inicia cedo, eu vi isso na minha adolescência, e é uma tendência de adolescente tentar se enturmar sem medir as consequências desse tipo de escolha. Eu agradeço a Deus porque os amigos que eu resolvi me enturmar apenas curtiam rock e jogavam RPG xD

Logo: RECOMENDO essa leitura para TODAS as idades – é pesado mas antes cedo a leitura que fica como alerta para crianças e jovens do que o reflexo depois.

#Recomendo também o filme, que é de 1981 e tem o mesmo título. 

Até!



quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Livro: Jovens de Elite

Olá!!


Primeiro post do ano saindo com muito atraso do forninho porque eu estive muito envolvida com diversos projetos pessoais do fim do ano passado até agora (quase fim de Fevereiro).

Mas em uma sentada vou redigir todos os posts que estão mais do que atrasados desde então, e eles serão publicados toda quarta e sexta por algum tempo xD ( já são 11 posts atrasados e pelo menos mais 2 sobre nossa última viagem).

Sem mais delongas, o livro Jovens de Elite me foi apresentado em um evento da editora Rocco - Jovens Leitores no Rio de Janeiro. Foi apresentado um vídeo da autora onde ela diz que o primeiro escrito dela foi totalmente criticado pela sua editora, por ser muito previsível. Nesta ocasião, a editora perguntou sobre a vilã, Adelina.

Desta observação, a autora reconstruiu a história para conta-la do ponto de vista de Adelina.

E qual é a história? Em algum momento da história daquele mundo, ocorreu um surto de febre na população humana, a qual dizimou grande parte da população e, aqueles que sobreviveram, foram marcados com sinais visíveis como cores de cabelo ou olhos fora do comum. Essas pessoas foram apelidadas de malfettos, e se tornaram páreas na sociedade.

Eis que, alguns anos depois deste surto, surgiu um grupo de malfettos que apresentavam poderes especiais, como manipulação do fogo e vento, e desafiavam os Inquisidores, pessoas que perseguiam e matavam os malfettos.

Neste contexto surge nossa protagonista, a qual foi maltratada por anos por seu pai por ser uma malfetto. Um dia, prestes a ser vendida para um desconhecido, Adelina resolveu fugir de casa e, nesta ocasião, foi capaz de pela primeira vez manifestar seus poderes - obscuros e incontroláveis.

E eu espero que essa sinopsezinha estimule você que não leu o livro a ler. Daqui para frente vou falar coisa sobre o livro então, se você não leu NÃO CONTINUE A LER ESSE POST daqui para frente pois conterá spoilers.


[SPOILER ALERT]


Contudo, devo dizer que essa propaganda de "vamos contar a historia pelos olhos da vilã" não ficou bem executada. Infelizmente, é difícil para os autores desenvolver os pensamentos de um protagonista mal e é bem visível essa dificuldade nesse livro. A ideia era que a Adelina fosse vilã mas a autora o tempo todo fica dando justificativas para o comportamento dela e tudo mais e prejudica muito a ideia de que ela é a vilã.

Outra coisa, que não teve jeito foi a previsibilidade do relacionamento amoroso da protagonista e o príncipe. Minha gente, tá chato já isso. Porque raios sempre precisa-se colocar o príncipe apaixonado pela coitada? Eles não podem ser só amigos? Não é possível uma histórias sem esses romances meia boca? [ para constar: essa é uma crítica genérica a todos os livros adolescentes que se repetem nesse ponto]

Mas essas são as críticas porque eu gostei do pano de fundo, da história, da alteração de perspectivas na narração da história e, principalmente, o desfecho. Fui mega super pega de surpresa. Não esperava nunca um amor frustrado de cara, com a destruição do grupo de cara e o término. Fiquei muito surpresa.

Só e somente no final parece que eu tive a visão de vilã que a Marie Lu quis passar: a Adelina traz o obscuro para a vida das pessoas no nível: tudo que ela toca ela destrói, Assim, do ponto de vista geral, realmente ela é a vilã. Somente gostaria que ao longo da história não tivessem tantas justificativas morais para ela ser má.

É isso.

Livro muito recomendado!!

Até o próximo!




sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Livros: a rebelde do deserto

Olá!



É, eu sei que eu estou meio sumida. Não esta sobrando tempo nessas últimas semanas para eu conseguir falar sobre a viagem ou livros - até porque não tenho conseguido ler.

Esse livro eu li já tem quase um mês. O bom de esperar um tempo para falar sobre um livro é que você acaba tendo uma noção melhor do que você gostou e não gostou e se, no final das contas, é um livro que você recomenda ou não.

E pra falar a verdade eu gostei muito desse livro. Não porque a história seja super original - porque não é - mas porque foi bem legal ter como pano de fundo uma sociedade utópica que tem conceitos baseados em uma sociedade que não a ocidental clássica.

A ideia base é: a história se passa no deserto. A protagonista é uma menina e a sociedade que ela esta inserida é de Cultura árabe - cultura em que as mulheres são um "estorvo" para a família.  Para a protagonista, ela não é um estorvo só porque é mulher, mas porque ela tem um biotipo diferente e, por ser orfã, se tornou responsabilidade de parente de sua mãe.

E ai vem o "diferente" da história. A nossa protagonista esta entre a cruz e a espada pois já esta na idade de "deixar de ser um peso da família" para integrar a família do marido. Ela não deseja se casar mas a vida com esses parentes é muito ruim também.

E essa protagonista simplemente vai a luta. Nada de esperar alguém vir salvar ela (na verdade, como toda garota, ela até quis que isso fosse verdade) mas a vida não é justa, então ela tentou achar um caminho, o qual iniciava com uma arma no punho e exigia muita habilidade.

Apesar de aparentemente não ter tido nada fantástico nessa minha narrativa, observe que o mais interessante da história esta exatamente nesse ponto. O que VOCÊ sabe sobre historias árabes?

Particularmente, eu só sabia a historia do gênio da lâmpada. E mesmo assim, a história contada pela disney.

Nesse livro a cultura mitológica árabe é apresentada ao leitor de forma muito simples, realmente focada em leitores que desconheçam a cultura.

Tenho que dizer que em diversos momentos a história é bem previsível mas vale a leitura pelos aspectos diferenciados de fantasia e também culturais.

Logo eu recomendo!

Recomendo como presente para meninas adolescentes ;) alta probabilidade de satisfação.

Até!

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Livros: Cemitério de Dragões - volume 1

Olá!


E é com muita empolgação que venho falar de mais um autor brasileiro com uma boa obra publicada.

Apesar de conhecido pela série Dragões de Eter, eu nunca havia lido nenhum escrito do autor brasileiro Raphael Draccon e preciso dizer que temos mais um possível futuro queridinho. Começo o post para parabenizar o autor pela criatividade e coerência da realidade de ficção cientifica + fantasia que ficou bem legal.

A partir de agora vou falar do livro.

Primeiramente eu estava desanimada (admito) porque o inicio de livro que soma realidade fantática + diversidade de personagens realmente torna demorado o vínculo entre leitor e história (vide livro 1 de Game of Thrones que eu NUNCA sabia quem era o Tywin e o Tyrion e trocava tudo as vezes ^^'')

Outra coisa que me incomodou por um tempo são os personagens Daniel e Romain por terem personalidades diversas do esperado diante das suas nacionalidades BUT no final das contas eu gostei muito da construção dos personagens dessa forma porque desconstrói o esteriotipo pré-fixado que a gente vende e, além disso, mostra a diversidade de personalidades que as pessoas podem ter INDEPENDENTE da nacionalidade. Por isso, meus aplausos (altos) para o autor por enfrentar o modelo pré-fabricado e dar uma pitada de realidade para esses personagens.

Mas sobre a história: só engatei de verdade após as 50 primeiras páginas. Infelizmente isso pode desanimar muitos leitores mas eu realmente, até então, não tinha muito animo para ler. Eu terminava um capitulo, quase começando a criar um personagem na minha cabeça, e no seguinte era uma outra história com outros personagens. Aí eu fechava o livro e ia dormir.

É algo meu. Eu leio antes de dormir e somente insisto em mais de um capitulo de leitura se o livro estiver muito bom ou aguçado minha curiosidade para o próximo capitulo. Se isso não ocorre... eu amargo 2 semanas para matar 50 e poucas páginas (como aconteceu).

E é engraçado mas a mesma coisa aconteceu com um livro que eu ADORO - Batalha do Apocalipse/Eduardo Spohr, outro livro brasileiro - e a consequência em ambos os casos é a mesma: depois que a históra "pegou no tranco" minha atenção e curiosidade ficaram aguçados e deixar de continuar a ler o livro era aquela minitortura diária de "você precisa ir dormir".

Eu gostei muito mesmo do livro e estou ansiosa para ler o volume 2.

Como crítica, que preciso fazer, é sobre o relacionamento mega ultra super intenso saído do nada da Ashanti com o Mihos - amor eterno e sofrido sem qualquer boa razão afora "amor a primeira vista". Sei lá.. me incomodou um pouco e ficou chato (bem chato) no final. A personagem Ashanti que é mega interessante sozinha perdeu muito do brilho no final da história por parecer ser apenas uma apaixonada sem foco (algo que me parece meio desconexo do histórico inicialmente apresentado de menina rejeitada por ser filha de estupro... mas tudo bem).

Outra coisa que me incomodou foi a falta de explicação ou explicação insuficiente sobre os dragões em si ( porque eles só aparecem como criaturas mortas vivas/ restos mortais reutilizados para outros fins).

Por fim, e outra reclamação que pode vir a ser sanada nos próximos livros, é sobre a total previsibilidade dessa noite da serpente para o Asteroph e a informação de que ele sabia de tudo e da avalanche de informações sobre com quem a demônio-bruxa transou para conseguir alianças e bla bla bla. Me pareceu uma tentativa de surpreender o leitor que ficou bem ruim. Bem ruim mesmo. Que bom que as partes de porrada e ação me fizeram ignorar essa situação toda como se ela não tivesse acontecido xD

Conclusão: bom livro, tem suas falhas (ou pelo menos coisas que eu não gostei) e eu RECOMENDO ele (não só recomendo como estou ávida pelo volume 2 hehe).

Até!!

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Livros viajantes: Fahrenheit 451

Olá!




Atrasado esse post mas foi impossível ter tempo para escrevê-lo antes.

O livro dessa rodada do nosso grupo de leitura "Livros Viajantes" foi este e admito que tive dificuldade para ler ele. Primeiro, porque eu andava muito cansada e atarefada e isto se somou a segunda razão (e a que importa) que é o ritmo lento que a história se desenvolve no inicio. 

Lógico que eu entendo que ao sermos apresentados a uma realidade diferente da nossa (imagina na dec. 50 quando o livro foi escrito, exige aquele excesso de descrições para que o leitor entenda como é a sociedade e o mundo. Contudo, não sei se era a forma de escrever do autor, mas eu realmente achava tudo muito chato. Mesmo a ideia geral "de que os bombeiros não mais apagavam fogo mas provocavam ele" não conseguiu me captar no inicio da história. 

Mas essa é a essência do livro. A sociedade  é insossa e vazia e alienada, logo o personagem principal é chato e vazio e insosso até que a história se desenvolva. 

É inegável que é um livro muito interessante, principalmente quando consideramos que foi escrito há 50 anos e continua tendo uma crítica aplicável a nós (e a tendência alienante para o futuro) e eu achei agradável a leitura do meio para o final. Contudo, não é um livro que eu classificaria como "bom" mas como "útil". 

É um livro que proporciona reflexão então é fabuloso para adolescentes ler um livro desses e se tornar um adulto que reflete - e justamente não concretiza o futuro nefasto previsto pelo livro xD. Agora, como leitura por prazer, para mim deixou a desejar. Os diálogos são chato (lembre-se, personagens chatos) e a condução da história mesmo não é a das mais emocionantes. 

Enfim, recomendo (à título de reflexão) e não recomendo se a proposta de leitura for divertimento. 

E ai? Essa rodada dos livros viajantes esta quase no fim!! 

Falta apenas mais 1 livro dos meus amigos e o livro que eu escolhi, e esta sendo super bem comentado pelos meus amigos leitores, vir para minha mão, para eu ler e comentar. 

Até a próxima!!