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domingo, 11 de março de 2018

Livro: A grande ilusão

Olá!


Minha gente, comprei esse livro de forma super aleatória porque eu acabei meu livro antes de viajar e simplesmente queria um livrim que fosse bom e me entretesse porque tive que dormir no aeroporto.

Tenho que dizer que de fato ele me entreteve - li de meia noite as 05:30. Terminei antes de entrar no avião xD

Será que você se sentiria tentado a se jogar num mistériozinho desse? Me cativou de cara a história.

A protagonista estava lá, vivendo a vida dela - criar uma criança sozinha, já que seu marido faleceu. Uma amiga, querendo auxilia-la a se sentir mais segura em deixar a filha com uma babá, dá de presente um porta retratos com uma câmera embutida.

Eis que na verificação das filmagens há algo errado - o marido falecido aparece brincando com a criança.

No dia seguinte, ao confrontar a babá sobre o ocorrido, esta afirma não entender o que esta acontecendo - ela afirma que não vê o antigo patrão no vídeo.

A protagonista esta louca de pesar ou alguém esta tentando deixá-la louca?

Mano, se com uma pitada dessa você não esta curioso (ao menos um pouco) deixa pra lá xD

Mas certeza que os amantes de uma investigação e de um mistério já tão se coçando.

Recomendadíssimo!

Até!

sexta-feira, 7 de abril de 2017

Livro: Labirinto

Olá!


Tá, não era sobre o livro Labirinto que eu ia escrever??

       De fato, acabo de terminar de ler o livro "Labirinto" de A.C.H. Smith. Contudo, esse livro é a novelização do filme de Labirinto de 1986 então acho que não faz muito sentido falar do livro pois o que realmente importa é minha paixão por esse filme que vi quando era bem pequena, corri atrás de comprar a fita da locadora (quando ela fechou) e cujas músicas, interpretadas pelo David Bowie, me encantam até hoje.

Sinopse: Sarah (intepretada pela atriz Jennifer Connely) é uma adolescente que convive com a nova realidade de, após seus pais terem se separado, o pai casou novamente e desse relacionamento veio seu meio-irmão Toby.

             Essa nova realidade esta levando Sarah a uma crise de rebeldia adolescente na busca de atenção do pai - e rejeição a madrasta e ao meio-irmão.

              A história se inicia com mais um conflito entre Sarah e a madrasta quanto as funções de babá de Sarah nos dias em que o pai e a madrasta saem. Além disso, Sarah nota que um de seus bichos de pelúcia sumiu, deixando-a furiosa por terem mexido no seu quarto.

              Na busca pelo bichinho de pelúcia, Sarah o encontra no quarto em que esta Toby, o qual não para de berrar.

             Nesse momento, em que ela esta tomada pela raiva e irritada com o choro de Toby, Sarah se lembra do livro que esta interpretando e pede para que os duendes levem o bebê e, para sua surpresa, o Rei dos Duendes (interpretado por David Bowie) vem busca-lo.
         





  Arrependida de seu pedido, Sarah terá que atravessar um labirinto em 13h para resgatar Toby ou ele também será transformado em duende.



A história parece bobinha mas me encanta até hoje. Quando eu era pequena (e era a irmã mais velha) sempre me via com a Sarah e que teria que resgatar meu irmão.



Os duendes
      To velha e continuo adorando a história. As músicas são ótimas também (na época foi a versão do Bowie mesmo, sem traduções nem nada) e acho os bonecos e cenários muito legais.

O filme esta disponível no Youtube de forma paga então recomendo para aquele dia chuvoso que você esta querendo ver um filmezinho só para distrair bem light e dar umas risadinhas ^^

Até!

sexta-feira, 31 de março de 2017

Livros: The throne of the crescent moon

Olá!


       Como podem ver pelo título e a capa, essa versão é em inglês e pelo que eu sei ainda não houve tradução para o Português. Não é desestimulando, mas prepare-se para um inglês mais formal e para palavras que você vai precisar verificar o significado no dicionário, pois o pano de fundo dessa história não é o que estamos acostumados.

     Mas, enfrentando as barreiras linguísticas, você estará diante de um livro muito bom.

      O Protagonista Doctor Adoulla é muito humano, com sua historia e motivações bem fechadinhas. Ele impressiona pela simplicidade e pela constante demonstração de sabedoria adquirida a duras penas. Acho muito legal ele ser tão honesto quanto a seus quereres e seus arrependimento na vida. Como eu disse, muito humano.

Fomos para praia, o tempo fechou: bora ler.
Daniel lendo "Vergonha" e eu throne of the
crescent moon. 
      Para falar a verdade, uma coisa que gostei muito nesse livro, é a presença de vários personagens idosos agindo de forma ativa na trama - e não só apenas dando sábios conselhos, como normalmente acontece. O autor explora a necessidade dos mais jovens ouvirem os mais experientes para poderem tomar melhores decisões - ou pelo menos, decisões sem sofrer tanto - e ainda apresenta o alto grau de poder dos personagens que, mesmo idosos, são mais capazes que os jovens puramente por serem mais experientes - nunca vi isso ser explorado em uma história de fantasia antes.


      Outra coisa que me chamou muita a atenção e desenvolveu minha imaginação foi a mudança de cenário. Ir para o deserto, para as cidades árabes caóticas, com seus mercados e bairros segmentados em razão da religião, e também as diferentes vestimentas e comidas, abre um mundo totalmente novo na minha imaginação ( que esta repleta de castelos, armaduras, cavalos, carvalhos e um prato de cervo xD).

        Sim, estou exaltando o diferente e reclamando dos clichês reiterados que pessoal fica reproduzindo achando que tá inventando a roda. )
#Por mais cenários variados - diversificação de culturas! 

    Pois bem, eu gostei bastante da história e da proposta de aventura. Esse livro é o primeiro de uma série - The crescent moon kingdom e eu com certeza vou querer ler os próximos.

   Como crítica, tenho apenas a conclusão da história. O autor se preocupou tanto no detalhamento de tudo e na construção de ideias e na lenda e tudo mais e ai..... o fim súbito e meio inesperado - mas não aquele inesperado "bom", sabe, mas aquele inesperado meio plot twist que não deu certo.
    Outra falha/chatisse/ou talvez seja a intenção do autor, o romance entre o Raseed e a Zamia foi chaaaaaaaatoooooooo. Lenga lenga da porra e o final era previsível.

Afora esses pontos, adorei mesmo o livro e super recomendo!
O livro pode ser encontrado na livraria cultura e custa aproximadamente R$35,00.

Até!

quarta-feira, 15 de março de 2017

Livros: Eu, Christiane F. - 13 anos, drogada e prostituída

Olá!



O livro Christiane F.  foi um dos sorteados no grupo de leitura e discussão de livros que  eu faço parte – o Café com Letras. Na verdade o livro que eu deveria estar lendo agora é Cem anos de solidão (do Gabriel Garcia Marquez) mas tive um lapso de memória e acabei começando a ler esse e aí baguncei tudo.

Quando acontecer o café com letras eu trago as discussões que travamos no nosso encontro pois nesse post a ideia é falar sobre as minhas impressões do livro.

Para começar, consiste em um relato real e  eu já sabia a história do livro antes de ler ele porque vi o filme (que foi feito baseado no livro) quando eu tinha uns 10 anos. O filme me chocou muito e acho que até e até eu ler o livro, achava que era nova demais para ter visto aquele filme mas a minha opinião mudou.

A história resumida esta no subtítulo do livro: 13 anos, drogada e prostituída. Tá que o titulo e subtítulo são invenções brasileiras (na obra original o nome era completamente diferente - Wir Kinder vom Bahnhof Zoo, que significa "Nós, os filhos de Bahnhof Zoo, estação de trem) mas acho que a forma brasileira utilizada foi boa porque já fala para o leitor o que esperar.

O engraçado é que o filme me chocou muito (e as lembranças do filme me chocavam) até eu ler o relato da Christiane. Os detalhes. A junção das declarações da mãe da Christiane e de outros profissionais que de alguma forma se relacionaram com o caso dela ou com a situação crítica que se passava na Alemanha no fim da década de 70. Isso sim é que choca porque o filme não tem a percepção, o desespero e diversos detalhes que o relato dela apresenta.

Acho que o que mais me impressionou era a minha reação constante a coisas que a Cristiane falava sobre o que motivou ela a iniciar o uso de drogas e a passar para uso de substancias mais pesadas. Ela repetiu várias vezes que era para se sentir “incluída” e no início eu ficava: que criancice, que idiotice, que imaturo.

Aí, teve um momento que o número 12 saltou da página e gravou na minha mente e eu realizei: LÓGICO que é infantil e besta esse tipo de pensamento! Christiane tinha 12 anos quando fumou maconha pela primeira vez em uma sociedade sem internet (para mim isso muda muita coisa!)

E o que me dá raiva (de mim) é que a minha reação parece semelhante com a reação do bom povo alemão da época que ignorava que a “drogada” na estação era uma criança! Que a menina com icterícia passando mal porque provavelmente usou uma agulha infectada É UMA CRIANÇA, mas que por ser drogada, teve atendimento negado no hospital.

E essa criança, quando conseguiu sair da merda e se desintoxicar continuou sendo desestimulada e convencida de que nunca poderia vencer na vida – pois tinha sempre o histórico de ter sido drogada no lombo.

Bom, indignações a parte e mesmo com toda a crítica ao sistema alemão na forma de lidar com o problema das drogas com crianças e adolescentes, eu realmente não tenho como não botar uma grande carga de tudo o que aconteceu nas costas dos pais da Christiane.

Sério, onde já se viu uma pessoa de 12 anos poder sair de casa todos os dias da semana? E não tinha tarefas, e tinha uma mesada “de graça” (independente de qualquer rendimento escolar). Por vezes dá impressão de que os pais não fazem ideia do que se passa com a vida acadêmica da menina!!

O mais bizarro – mesmo compreendendo as limitações tecnológicas da década de 70 – é que a mãe permitisse que uma menina tão nova simplesmente sumisse finais de semana inteiro e NUNCA fosse conferir com a mãe da suposta amiguinha se ela estava realmente lá.

Tá. Se não bastasse todaaaa a negligencia familiar pré e início do consumo de drogas, a reação da mãe quando descobriu que a filha esta injetando fucking HEROÍNA foi ... cara, só pode ser ignorância ou pura apatia porque parecia que ela não fazia nada. Somando as declarações da mãe com as da Christiane, me pareceu que a mãe deixou ela ainda mais solta e abandonada depois que descobriu o vício da filha.

Ta. Ta. A vida com internet é diferente. Mas realmente tenho a impressão que as coisas podiam ter sido muito diferentes se a Christiane tivesse tido uma presença familiar de verdade – não aquele “como eu não vi? Como eu não imaginei?” que a mãe dela fica soltando.

Tanto é verdade que a Kessy – amiga da Christiane cuja mãe encheu de porrada e proibiu de sair a noite nessa época – rapidamente se recuperou, voltou a frequentar normalmente o colégio e, segundo a própria Christiane, continuou tendo uma vida normal.

( Nesse momento vem todos os críticos de violência doméstica e bla bla bla. Não estou defendendo que você encha seu filho de porrada para ele “aprender”. Somente estou dizendo que entre ficar apático e tentar “bater no seu filho antes que alguém da rua bata” é menos traumático na vida do que se tornar viciado em heroína PONTO.)

Poster do filme.
Concluindo a análise: excelente livro – não que a leitura seja agradável, porque eu me sentia emocionalmente abalada diversas vezes – mas EXTREMAMENTE recomendável para formação individual, social e familiar das pessoas.

O vício em drogas realmente inicia cedo, eu vi isso na minha adolescência, e é uma tendência de adolescente tentar se enturmar sem medir as consequências desse tipo de escolha. Eu agradeço a Deus porque os amigos que eu resolvi me enturmar apenas curtiam rock e jogavam RPG xD

Logo: RECOMENDO essa leitura para TODAS as idades – é pesado mas antes cedo a leitura que fica como alerta para crianças e jovens do que o reflexo depois.

#Recomendo também o filme, que é de 1981 e tem o mesmo título. 

Até!



segunda-feira, 6 de junho de 2016

Livros: Beleza Perdida

Olá!


Esse livro foi presente de aniversário da Bia e já tava com vontade de ler ele desde o ano passado quando ela mesma me contou que tinha lido e chorado e amado ele xD

Sei beem que to atrasada na leitura dele mas costumo ler os livrinhos na ordem que eles chegam pra mim - e ainda tem os livros viajantes que tem prioridade - ae só agora consegui ler ele.

E eu amei e chorei e recomendo esse livrinho para as românticas incorrigíveis, meninas e meninos que tem esperança no amor e todos aqueles que adoram uma história de amor factível. ^^

A história é bem interessante porque discute beleza, amor e os diversos caminhos que a vida toma - totalmente alheios a nossa vontade e sonhos. E reflete sobre recomeços, sobre aceitação de si, sobre luto e superação.

Eu sei que parece um livro de auto ajuda pelo que eu falei até agora xD Mas é um romance. Você é livre para achar o que quiser dele mas a reflexão tá ali para que, se vc quiser, vc faça ^^

Eu tenho destrinchado os ultimos livros que ando lendo mas não me deu vontade de fazer isto com este. Tudo me parece spoiler!

Enfim, gosta de romance? Gosta de drama? Curti uma superação?  Lê o livro.
Se não gosta daquela pitada de realidade - passe para o próximo. O livro é forte, tem discussões profundas e ME FEZ CHORAR litros.

Eu gosto de pensar, refletir e me sentir crescendo então gosto desse tipo de livro, logo RECOMENDO!

Até!


sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Livros: Veneno e Feitiço

Ola!

Esses dois livrinhos completam a coleção Encantada.


Como falei no post sobre "Poder" eu comecei a ler a série pelo volume 3 e agora que terminei de ler os outros livros acho que foi a melhor coisa que fiz pois a cronologia dos livros, por incrível que pareça, é essa.

Acho que se eu tivesse lido na ordem proposta pela saga eu não teria curtido tanto então fica a dica!
Sobre os livros,  de modo geral eles seguem a linha de "Poder" - vinculam personagens de contos de fadas e recontam as histórias de um ponto de vista mais humano sem deixar a magia de lado.





Em "Veneno" o pano de fundo,  como a capa ja enuncia, é Branca de Neve.

      Tem anões,  tem a madrasta má, tem o caçador e tem sexo. Para. Espera. Sexo em Branca de Neve?

      Ne gente. Fiquei passada também mas ficou legal. Até um pouquinho mais real...i guess.

      Bom, gostei da caracterização dos personagens,  das histórias associadas e mais uma vez recomendo o livro. Quem gosta de contos de fadas e gosta ainda mais quando distorcem os contos de fadas irá adorar!





Já em "Feitiço" a vinculação entre as histórias fica mais em evidência. O pano de fundo é Cinderela. Mas temos uma Cinderela bem fogosa e o pai não morreu (ué...)

              Enfim, a vida decadente da família é mantida, as tarefas de serviçal também mas nessa história Cinderela não é filha de nobres, como costuma ser contado. A madrasta é q era nobre mas largou a nobreza para ficar com o pai da Cinderela (vai dizer q a reviravolta quase te faz gostar da madrasta? )

              Este livro conclui as três histórias que em verdade só o princípe e o caçador participaram integralmente. De qualquer forma, individualmente, a história não deixa nada a desejar. Desconstrói maravilhosamente bem os contos de fadas explorados e me agradou muito a leitura ( li em um dia). 



Concluindo a saga, achei o fim muiiiiito inovador e por demais inesperado. Faz muito sentido a explicação dada e definitivamente as histórias me fazem desgostar horrores de principes encantados.

De zoeira, a imagem abaixo reflete o que as minas querem ;)

Retirado do Team Legolas ;)

Até!