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terça-feira, 13 de março de 2018

Livros viajantes II: As intermitências da morte

Olá!

Gente, esse livro demorou integralmente o 1 mês disponível para ser lido xD 
Nada contra - não é um livro ruim necessariamente - mas além de demorar para pegar o ritmo de escrita do Saramago (sem pontuação e indicações claras sobre quem é o interlocutor da vez), o livro tem diversos trechos que parecem repetir a informação e andar em círculos. Simplesmente a história parece que não se desenvolve. 

E qual é a história? 
Ora, um dia - sem qualquer explicação - as pessoas pararam de morrer. E depois do surto de felicidade - já que ninguém morria mais, veio a avalanche de problemas práticos em não morrer (seguro de vida? hiperlotação de asilos e hospitais? falência de funerárias? etc...) 
Mas por que as mortes pararam? Elas voltaram em algum momento? Por que apenas nesse país foi observado esse fenômeno? 

Para mim o livro se divide em 2 partes: a primeira que relata os efeitos do "fim das mortes" e as descobertas da origem desse fenômeno; e a segunda parte que fala sobre essa origem e o que aconteceu depois dessa interrupção. 

Por mais interessante que seja refletir sobre as questões colocadas na primeira parte eu achei MUITO cansativa a leitura. Já a segunda parte eu engoli - e adorei o fim! 

Se recomendo? Olha, não é um livro para qualquer pessoa não. Eu gostei do mote da história e só me obriguei a continuar porque era compromisso com o grupo e tal. Fico satisfeita por ter lido até o fim porque gostei bastante da segunda parte mas a maioria dos leitores não teria chegado lá. 

Como sabe-se, a proposta do grupo é colocar comentários ao longo da leitura do livro - para que os demais leitores comparem e exponham suas impressões. Nesse livro em particular até a Bia (que é uma das leitoras mais rápidas, ávidas e tolerantes) falou que ia fazer leitura dinâmica xD 

Logo, não é um livro que eu daria de presente para qualquer pessoa hahahaha Mas eu recomendo a leitura para quem gosta de pensar em situações utópicas para a humanidade. 



Até!

sexta-feira, 16 de junho de 2017

Livros: As crônicas das Irmãs Bruxas II e III

Olá!






Esse post irá se dedicar a falar sobre os volumes 2 e 3 da trilogia Crônicas das irmãs Bruxas. Para ler a crítica do vol. 1 - Enfeitiçadas, clique aqui.

ALERTA! CUIDADO! ATENÇÃO!

Prezadas e Prezados, eu gosto de escrever de forma livre minhas opiniões sobre livros e outras coisas então não estou afim de ficar me podando para não mandar Spoiler. Logo, se você não quer saber de algo sobre a continuação dessa trilogia PARE AGORA de ler esse texto.

Amaldiçoadas

Eu super admito que apenas saquei que o livro Enfeitiçadas tinha continuação quando terminei o livro e vi que tinha umas páginas a mais e... Ahhh tem história d Cate no convento *oh my godiii* xD
Li esse trechinho na velocidade da luz e saí correndo para arranjar o livro todo para ler logo.

A verdade é que o fim do livro 1 me pegou desprevenida. Eu não esperava que ela sacrificasse tudo e fosse pro convento por causa das irmãs. Mais ainda, não esperava que ela não explicasse nada pro coitado do Finn - depois dele ter feito tudo que combinou com ela.

Mas aí a história se desenvolve dentro do que eu esperava. O Finn parece que ta cagando para ela - mas não esta - e depois dos momentos de tensão eles estão de volta s2 e aí é super fofo e eles unidinhos para proteger a Cate e as meninas.

A vilã da história e a boazinha toda poderosa frágil em oposição no convento me soou muito como clichezão - sorry, mas  realmente achei mega previsivel. Pior é que por razão alguma a Cate do nada confia na boazinha mas continua meio que se colocando na mão da OBVIAMENTE mana do mal.

Enfim, achei interessante ter rachado o convento entre as partidárias e principalmente o desfecho da história - cada lado fazendo o que achava correto. Coerente com a personalidade das personagens - e mesmo com a suscetibilidade a manipulação destas.

Mas acho que o que me surpreendeu mais foi ambas as missões "darem certo" e quem se fodeu de novo foi o relacionamento Finn e Cate. Genteee, acho que nunca vi um romancinho acabar de um jeito tão triste para um dos lados sem que tenha existido morte nem traição (dos envolvidos). Chocada com a maldade da Maura - aquela vadia traidora.

Mas uma crítica relevante: a Maura é descrita como a mais bonita, a mais agradável para os outros e a mais incontrolável. Contudo, é exatamente ela que se torna a boboca manipulável e fraca no convento. Tem momentos que eu tenho raiva dela mas em muitos momentos me dá raiva da Cate que SABE que estão se utilizando das brigas entre elas para ganhar poder e mesmo assim ELA CAI nessa.

====>>> Tá, depois que a Maura cagou no pau apagando a memória do Finn eu larguei de mão  e interiorizei que ela iria se dar muito mal no final das contas se afastando assim das irmãs e SABENDO do conteúdo da professia <<<====

Predestinadas: 

A ida para o último volume da série foi com bastante resistencia. Eu tentei ao máximo prolongar a leitura. Simplesmente não queria que o livro, a histórias, a magia acabassem.

Nesse volume a irmã mais nova Tess ganha muito mais destaque - afinal ela é o oráculo e agora todo mundo sabe disso. O que fazer com um bichinho de 12 anos, morrendo de medo de ficar louco, cheio de poder e tendo várias visões (francamente, muito previsíveis)?
Lógico que a irmã Inez, vulgo nossa antagonista, usou de todas as artimanhas que podia para separar ao máximo as 3 irmãs.
Nesse livro cada uma fica com seu grupo: Maura se alia a uma das resgatadas cheia do odio no coração de Harwood, Tess tenta mostrar que é muito madura e independente se afastando de Cate, e a Cate mostra que é uma mulher do cacete: mesmo com o coração quebrado por saber que o cara que ela ama (e ia casar) não lembra dela, a vida continua, existem prioridades e uma futura guerra contra as bruxas na esquina. Ela não pode ficar assistindo e de braços cruzados!

E a Cate mostra que é exatamente a protagonista corajosa do inicio da trilogia: se arrisca, vai atras, faz alianças e abre mão das vontades dela muitas vezes em prol do bem maior - segurança das irmãs/gente pobre e doente/ bruxas.

E achei coerente o fim do livro - não tudo, fiquei bem incomodada com a aceitação OFICIAL das bruxas na sociedade. Nada contra pessoal mas ficou MUITO forçado! Pessoal tava tacando fogo ontem nas bruxas. A simpatia pode brotar em certas pessoas pela ajuda no incêndio mas não a ponto de irem para o outro extremo. Acho que valia o Sean Brennan ter falado: farei o possivel para a aceitação pela sociedade da existência de vocês e para modificar a má impressão criada pelos irmão. Já era uma ótima!

O que eu falava sobre coerencia foi sobre a Cate e o Finn xD After all, o cara não lembra de nada mas esta se apaixonando de novo por ela mas isso não significa que eles já vão agora casar e tudo mais. Não, a Cate na moral nem tava pensando nisso xD Pensando em ser enfermeira e tudo mais. Eu achei ÓTIMA essa parte - não me lembro de uma protagonista parecer se importar mais com outras coisas que o seu relacionamento.

Por isso: PALMAS ALTAS para a escritora Jessica Spotswood por criar uma história que mesmo passando por cliches inescapáveis CONSEGUIU fugir dessa obrigatoriedade de colocar a mocinha ansiosa pelo casamento com o galã. A protagonista é sem graça e tudo bem. Ela podia ter escolhido o galã e escolheu o nerd. E tudo bem tudo isso, porque no final das contas, mesmo quando ele se esqueceu dela, ela CONTINUOU VIVENDO!!! Porque é assim a vida!

OK. Eu realmente gostei muito mesmo dessa trilogia e recomendo muito muito muito mesmo.

Agradeço ao pessoal do livros viajantes II por ter me aceito no grupo e me feito encontrar essa trilogia - cuja a capa e sinopse me afastaria.

Pessoal: vençam os preconceitos dos títulos dos livros, da capa com carinha de livro de menininha e sinopses vagas. Os livros SÃO bons.

Até!







segunda-feira, 1 de maio de 2017

Livro: Dorothy tem que morrer

Olá!


     Ganhei esse livro da minha sogrinha no nosso amigo oculto de natal no ano passado. Já tava afim de ler esse livro desde que o vi numa livraria pq:
* primeiro eu amo o mundo de Oz (super fã mesmo).
*segundo porque com esse título QUALQUER pessoa que viu os filmes (sim, oS filmes) ou leu oS livros (sim galerie, existem VÁRIAS histórias do Baum sobre Oz, Ozma e outras aventuras da Dorothy).

   Me chamou atenção que a pobre e inocente e boazinha dorothy tivesse alguém que acha que ela TEM que morrer. Na hora: gente, o que rolou em oz? Toda vez que penso em Dorothy e a história de Oz, a imagem que me vem na cabeça é essa:

 
   Minha atenção (e acho que a de todo mundo) foi captada: Por que a missão da protagonista desse livro é destruir esse quarteto do amor e da virtude?

  Aí vem a esperteza da autora (e de muitos autores recentes) que tem desenvolvido histórias novas com um papel de fundo já pronto e acabado por outros autores. Tá mole né? Alguns recontam a história, outros mudam totalmente o sentido da história e outros contam histórias que teriam acontecido DEPOIS da história original (tipo os livros da série "O lado mais sombrio" que fala sobre o pós Alice no País das Maravilhas). A esperteza é que já existem autores em potencial porque normalmente são histórias consagradas e com vários fãs.

   A outra tendência é tornar o pano de fundo algo "mórbido" e totalmente diferente do mundo mágico, bonito e feliz que nos foi inicialmente apresentado.

  Com o mundo de Oz essa não é a primeira vez que se faz uma continuação da saga da Dorothy. Na década de 80 a Disney lançou o filme "Retorno a Oz" que contava a saga da Dorothy sendo convocada pelo Espantalho a voltar a Oz e ela sente que os amigos precisam de ajuda. A Dorothy e seus amigos são bomzinhos mas algo ruim surgiu novamente em Oz.
   O estilo adotado pela produção é bem sombrio e eu me lembro de ficar bem assustada com diversas partes - eu morria de medo da Princesa Mombi ou A princesa sem cabeça (como eu chamava).  Até a Dorothy era meio esquisitinha e os cenários ajudavam nessa imagem mais pesada.

  Mas a proposta do livro Dorothy tem que morrer vai além de deixar Oz mais dark. Oz não é mais a mesma e a culpa é da Dorothy  porque a Dorothy é uma ditadora má (believe me).

  A protagonista dessa história não é a Dorothy - ela é a antagonista. A protagonista é a Amy, uma menina também do Kansas mas com um histórico de vida bem ruim que envolve bullying na escola, abandono parental e alcoolismo na família. A menina não tem amigos e parece que todo mundo acha que ela é um desperdício de potencial. A narração sobre os sofrimentos da protagonista doi no coração pois ficou bem humano mas sempre tem aquele "quê" adolescente que cansa um pouco no desenvolvimento da história.

  Mas vamos pular para a parte de que ela, sua casa (um trailer) e sua ratinha são levados por um furacão para Oz. Parece repetido né? E eles caem em Munchkin land... tá, parece bem chato e repetitivo né?

  Juro para você que é melhor do que isso. Acho que a autora utilizou essa sistemática paralela para aumentar o choque com a nova Oz e justificar o título do livro. Não vou continuar desenvolvendo sobre a história porque perde a graça mas a narrativa se torna interessante, a personagem se questiona  com frequência sobre o que DEVE fazer e o que QUER fazer (algo que não ocorre na história da Dorothy, que é pura e sempre sabe como agir corretamente). A história traz bastante humanidade para a personagem.

  Infelizmente, a protagonista é uma adolescente e o foco do livro parece ser um público adolescente o que hoje em dia significa aqueles INSUPORTÁVEIS momentos corta climax dos rolinhos amorosos SUPER previsíveis apesar de advertências.

# Escritores e leitores do meu Brasil, PQ CARA*&$s continua-se matando aventuras dos adolescentes com romancizinhos? Que saco cara!

   Mas afora esse pedacinho do livro que é bemm chatinho, o resto da história é bem conduzida e vai amarrando o leitor. São muitas duvidas, não dá para confiar em ninguém e você quer saber o que acontece afinal de contas.

   Aí, você JURA que vai descobrir e.... acaba o livro. WTFFFF??? Ódio. Você descobre que é uma sequencia.


 
     Eu ando fugindo de histórias que se dividem em vários livros mas parece que tudo que se vende hoje em dia é assim. E, mais uma vez, estou aqui me roendo para saber: O QUE ACONTECE??

   Já deu para ver que eu RECOMENDO o livro mas existem advertências suficientes de que o público alvo é de adolescentes. Logo, você (adulto e jovem adulto) respire 10x nas partes dramático-adolescentes e sobreviva a isso que você gostará da história principal.

Até!


quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Livros: Cemitério de Dragões - volume 1

Olá!


E é com muita empolgação que venho falar de mais um autor brasileiro com uma boa obra publicada.

Apesar de conhecido pela série Dragões de Eter, eu nunca havia lido nenhum escrito do autor brasileiro Raphael Draccon e preciso dizer que temos mais um possível futuro queridinho. Começo o post para parabenizar o autor pela criatividade e coerência da realidade de ficção cientifica + fantasia que ficou bem legal.

A partir de agora vou falar do livro.

Primeiramente eu estava desanimada (admito) porque o inicio de livro que soma realidade fantática + diversidade de personagens realmente torna demorado o vínculo entre leitor e história (vide livro 1 de Game of Thrones que eu NUNCA sabia quem era o Tywin e o Tyrion e trocava tudo as vezes ^^'')

Outra coisa que me incomodou por um tempo são os personagens Daniel e Romain por terem personalidades diversas do esperado diante das suas nacionalidades BUT no final das contas eu gostei muito da construção dos personagens dessa forma porque desconstrói o esteriotipo pré-fixado que a gente vende e, além disso, mostra a diversidade de personalidades que as pessoas podem ter INDEPENDENTE da nacionalidade. Por isso, meus aplausos (altos) para o autor por enfrentar o modelo pré-fabricado e dar uma pitada de realidade para esses personagens.

Mas sobre a história: só engatei de verdade após as 50 primeiras páginas. Infelizmente isso pode desanimar muitos leitores mas eu realmente, até então, não tinha muito animo para ler. Eu terminava um capitulo, quase começando a criar um personagem na minha cabeça, e no seguinte era uma outra história com outros personagens. Aí eu fechava o livro e ia dormir.

É algo meu. Eu leio antes de dormir e somente insisto em mais de um capitulo de leitura se o livro estiver muito bom ou aguçado minha curiosidade para o próximo capitulo. Se isso não ocorre... eu amargo 2 semanas para matar 50 e poucas páginas (como aconteceu).

E é engraçado mas a mesma coisa aconteceu com um livro que eu ADORO - Batalha do Apocalipse/Eduardo Spohr, outro livro brasileiro - e a consequência em ambos os casos é a mesma: depois que a históra "pegou no tranco" minha atenção e curiosidade ficaram aguçados e deixar de continuar a ler o livro era aquela minitortura diária de "você precisa ir dormir".

Eu gostei muito mesmo do livro e estou ansiosa para ler o volume 2.

Como crítica, que preciso fazer, é sobre o relacionamento mega ultra super intenso saído do nada da Ashanti com o Mihos - amor eterno e sofrido sem qualquer boa razão afora "amor a primeira vista". Sei lá.. me incomodou um pouco e ficou chato (bem chato) no final. A personagem Ashanti que é mega interessante sozinha perdeu muito do brilho no final da história por parecer ser apenas uma apaixonada sem foco (algo que me parece meio desconexo do histórico inicialmente apresentado de menina rejeitada por ser filha de estupro... mas tudo bem).

Outra coisa que me incomodou foi a falta de explicação ou explicação insuficiente sobre os dragões em si ( porque eles só aparecem como criaturas mortas vivas/ restos mortais reutilizados para outros fins).

Por fim, e outra reclamação que pode vir a ser sanada nos próximos livros, é sobre a total previsibilidade dessa noite da serpente para o Asteroph e a informação de que ele sabia de tudo e da avalanche de informações sobre com quem a demônio-bruxa transou para conseguir alianças e bla bla bla. Me pareceu uma tentativa de surpreender o leitor que ficou bem ruim. Bem ruim mesmo. Que bom que as partes de porrada e ação me fizeram ignorar essa situação toda como se ela não tivesse acontecido xD

Conclusão: bom livro, tem suas falhas (ou pelo menos coisas que eu não gostei) e eu RECOMENDO ele (não só recomendo como estou ávida pelo volume 2 hehe).

Até!!

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Livros: Filhos do Eden - vol.2 - Anjos da Morte

Olá!




Para começar vamos falar do autor da obra.

Eduardo Spohr é um carioca que teve a sorte de passar a infância conhecendo vários lugares ao longo do mundo pois seus pais viajavam muito e que nasceu com uma habilidade: escrever.

Mas o cara não é só isso. Ele não só escreve bem como é um pesquisador meticuloso. Escrever o tipo de livro que ele se propõem exige muito estudo e muita pesquisa. História, geografia, religião, etc etc.

E é claro que só ser bem escrito e "fechadinho" nos dados reais não seria suficiente. O Autor consegue criar  histórias interessantes, com protagonistas que dominam o coração do leitor e com eventos que emocionam de verdade (chorei de soluçar minha gente!)

Com uma introdução dessas vocês já esperam um RECOMENDOOO enorme no final, não é mesmo?? ^^


Não vou dizer que é o melhor livro dele que já li (pq Batalha do Apocalipse foi realmente sensacional e pq Ablon sempre estará no meu core ^^) mas a época histórica escolhida para esse volume dois da série Filhos do Éden me cativa naturalmente.


Parece que to "amarrada" com ficções que se passam no século XX (vide a série "O século" do Ken Follet) mas esse livrinho (que na verdade é um livro beem extenso) tratou muitissimo bem dos fatos históricos e locais.

Uma coisa que acho que os autores costumam falhar quando utilizam personagens "imortais" é o uso de personalidades incompatíveis com um ser tão velho. Essa falha não ocorre nesse livro nem ocorreu nos demais livros do autor e isso decorre do simples fato de que o Autor se concentra no rigor das castas - elas são do jeito que são forever.

Mas é interessante que mesmo dentro desse rigor o Autor deixa claro que a vida na Terra vai modificando certos pensamentos e amolecendo a rigidez da casta, tornando as reações dos protagonistas mais reais.

Bom, bora falar da série né (pq eu li o vol.1 beemm antes de ter o blog e por isso não tem resenha) e depois desse livro em particular.

Admito que sair da Batalha do Apocalipse e todo aquele xodó com o Ablon e cair na Rachel foi chatoooooo. Herdeiros de Atlântida começa o livro escorregando e dando aquela impressão de que vai contar a aventura de uma estudando retardada  boazinha e esforçada que se apaixonará por um anjo (juro que achei que ia ser uma parada dessa nas primeiras páginas).

Mas aí tem os esquecimentos dela e tudo muda. E é anjo aparecendo e merda rolando e aparece o Denyel porradeiro e o livro se desenvolve de forma muito inesperada e acaba muitoooo bem - e também de forma inesperada xD!

E eu me lembro que tava megaaa empolgada na época que saiu o segundo livro - no nivel preciso - masssss nunca tinha promoção e o livro era caro e eu era estagiária... todos compreendem u.u

A verdade é que eu sou sovina (admitooo) e sempre compro livros na promoção pq, quando eu compro, gasto aquela fortuna e acabo presando muito mais a quantidade - gastar menos para comprar mais - e nessa enrolei a vidaaa para comprar.

E aí o volume 2 me pegou de surpresa. Cadê a continuação da história? CADÊEEEE?? Calma. Lê uns capitulos que você vai saber huauhauhauahuahua

Mas, falando sério, rolou aquele "porra bicho!" que não durou algumas páginas. Era primeira guerra + Denyel porradeiro arrasando + primeira guerra + bombaaaaaa + já disse primeira guerra?  Eu adorooo histórias que se passam na primeira guerra e vc descobre que vai saber mais sobre o misterioso Denyel que abalou o mundo da "Rachel" no vol.1 e.... Cara....

... não tenho NADA para reclamar desse livro. Tá raroooo (rarissimoooo) eu escrever minha opinião sobre os livros aqui sem reclamar mas ficou um trabalho muitooo bem feito.

A leitura simplesmente nunca se torna cansativa! (e olha que é dificil isso em histórias com muita ação, né?). Na verdade eu lia que nem uma louca pq o Autor montou o livro de forma a me deixar louca - digo, deixar os leitores loucos xD huauhauhauahua.
Explico:
O livro é dividido em 2 histórias: o que se passa com Denyel e o que se passa com Kaira/Urakin/Ismael. A parte que trata do Denyel se divide em 3 partes historicamente - são as fases que foram vividas no séc. XX.

Embora no inicio a leitura seja um pouco cansativa (pq vc sente que não se esta acostumando com nenhuma das histórias), em poucos capitulos você descobre a malícia do autor. Cada fim de capitulo há "algo" que vc precisa saber só que... o próximo capitulo vai contar a história do outro grupo. E ai vc fica louco tipo: MAS EU PRECISOOOOO SABER! Só que vc também precisava, antes, saber o que acontecia com esse grupo.

Ae você se joga vorazzzz a cada capitulo pq vc quer saber o conteúdo daquele capitulo e do próximo. E assim vai numa sucessão louca que faz com que a pessoa detone quase 400 páginas em 2 dias (e eu durmo e eu trabalho gente!).

Enfim, RECOMENDADÍSSIMO! Fico pensando quantos autores de qualidade como o Spohr estão "escondidos" - Come out, come out wherever you are! :D

Até!!






PS: E agora preciso do vol. 3 - que ja saiu - :'(

PS2; E meu vol.2 ficou sem autográfoooo -  batalha e vol.1 foram autografados - snif snif snif

terça-feira, 27 de outubro de 2015

Livros viajantes: Rani

Olá!



Esse livrinho eu ganhei  na bienal do livro (obrigada! :*) e realizei a leitura agora em razão de ter sido a leitura do mês no grupo "Livro viajante".



O título do livro é o nome da protagonista Rani, habitante de uma cidade pequena, que gosta de rock finlandês  e que vive o tédio da adolescência com todos os dramas e hipérboles adolescentes possíveis - além do humor  negro.

A Rani é uma menina "excluída" que conseguiu encontrar seu lugar ao se enturmar com "os animais de festa" que são vampiros, lobisomem e até mesmo o filho de satã xD

Bom, infelizmente eu não gostei muito desse livro e a principal razão foi o fato do desenvolver da história ter sido 100% previsível desde os primeiros capítulos. Além disso me incomodou bastante a sensação de plágio em diversos aspectos da história. EU SEI que normalmente as histórias de fantasia se parecem mas em várias passagens do livro me sinto lendo Harry Potter ou Crepúsculo :p

Talvez esses aspectos passem despercebido para a maioria dos leitores, principalmente se mais jovens (que eu acredito que seja o foco do livro), mas para o tipo de leitora ávida que eu sou por livros do gênero, me senti bem chateada de ver "ideias roubadas".

Deve-se levar em consideração, também, que eu leio muitos livros  mesmo e, por isso, acabo me tornando muito exigente com a questão da "originalidade". Simplesmente a "falta de" me incomoda bastante principalmente pela abertura que existe para criações dentro do universo fantástico. Ficar na mesmice me dá a sensação de preguiça.. sei lá.

Enfim, afora os clichês, outra coisa que me deixou meio confusa é o fato de que a Rani e a Marina me parecem as adolescentes da minha adolescência (+ de 10 anos atras) e não com os adolescentes de agora.  Imagino que o autor possa ter começado a elaborar o trabalho naquela época mas esse aspecto me deixou levemente preocupada pq a ênfase em certas coisas (como animes e mangás da minha adolescência) e que geram reconhecimento para mim  - que não sou o público do alvo - pode passar despercebido pelo publico alvo - adolescentes de agora. [ apenas suposições, claro!]

Agora, preciso falar sobre a Rani:  ela é a  personagem mais sem graça da história! Mas essa não é, aparentemente uma "falha" do Autor. Pelo que eu li parece ser uma tendência comum a construção de protagonistas que seguem essa mesma linha de "construção, isto é, a mina é super previsível (até quando era para parecer que não era xD) tornando os outros personagens mais interessantes - diversas vezes me peguei querendo que parassem de falar da Rani e falassem do Fred ou Tales. 
A quem interesse: Mary Sue é o nome utilizado para esse tipo de personagem "previsível" e enfadonho. Sobre isso: https://en.wikipedia.org/wiki/Mary_Sue 

Agora, acabando a parte chata, alguns aspectos positivos no livro foi a preocupação com a escolha do trecho de uma música para abrir cada capítulo. Deve ter dado trabalho e deu um carinho ao trabalho ^^

O que mais gostei no livro foram 2 capítulos em particular: o capítulo em que a conversa entre Rani e Marina é descrito como uma tragédia grega xD e o capítulo que Rani e os animais de festa vão para uma realidade paralela em que Amazonas montam dinossauros *.* (isso, dinossaurosssss!!)

No mais, recomendo a leitura para um público pré-adolescente/adolescente. Acho que a linguagem facil, o tipo de história e os temas desenvolvidos acabam sendo mais direcionados para esses leitores que estão passando pelo mesmo tipo de "angústia adolescente" que a protagonista ^^.

Para encerrar, eu espero que os cometários aqui listados não sejam tidos como desmotivadores de qualquer forma. As pontuações devem ser analisadas com vistas a evitar incorrer nesse tipo de erro.

O autor, Jim Anotsu, é brasileiro e já publicou outros dois livro: "A morte é legal" e "Annabel e Sarah". Pretendo ler esses outros dois no ano que vem e eles também serão comentados aqui ;) 


Até!

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Livros: Poder

Ola!

"Poder" é o terceiro livro da coleção Encantadas mas é o primeiro que li.

          Pelas sinopses julguei que eram histórias completamente dissociadas e como nunca havia lido uma nova versão da "Bela adormecida" me joguei meio descrente nesse livrinho.

           Aquelas 40 primeiras páginas prometiam algo bem comum e repetitivo e ai.... começaram muitas surpresas.
Alguns outros contos de fadas são vislumbrados em meio a história e os personagens são cativantes de certo modo.

             Acho q o que me deixou mais surpresa (e interessada) foi o momento que a história para mim acabava mas faltavam ainda umas 200 paginas de livro e eu pensei: wtf?

Pela linha que to seguindo dá para ver que eu gostei do livro, ne? ^^

O melhor é o final completamente inesperado.

Recomendo para quem gosta de contos de fadas e não se incomodam com novas versões.

É isso! Ja terminei o livro depois desse xD e será o próximo post.

Até!

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Livros: Sonho perigoso

Ola!

Esse livro conta historia dos personagens da série Beautiful Creatures - dezesseis luas e companhia.


Já começo falando que mais uma vez aprecio o tipo de narração utilizada pelas autoras. Sei lá. .. me agrada.

Como a série,  o pano de fundo é a coexistência no mesmo.plano de humanos e bruxos na qual os humanos nada sabem sobre a existência desse outro mundo. Na esteira é como se fosse uma continuação do Dezenove luas.


Não há muito o que falar sem contar a história eentão vou começar a crítica. 

##SPOILER ALERT######

Eu adorei a historia mas acabou do nada. 
Deu a impressão que cansaram de escrever e finalizaram. Frustrante! Fiquei pensando: o que acontece depois??

Mas acho que essa sensação foi intencional. A personagem principal desse livro em especial sempre nos surpreende e costuma decepcionar (não é uma personagem má construída mas uma personagem malvada mesmo) e o final se coaduna perfeitamente com a personalidade da Ridley.

Não posso falar q não gostei, pq gostei, mas fiquei frustrada com o fim e por isso não recomendaria o livro.

É isso. Até a próxima (já estou lendo o próximo! !!)

Livros: rei demônio - série sete reinos

Ola!


Esse livrinho não tava naquela pilha porque eu já estava lendo. Ganhei de aniversário de namoro no ano.passado mas acabou que eu me enrolei com estudos e dei prioridade para mangás e tb admito que o início do livro não me envolveu muito.

Contudo..... eu voltei a ler e bastou a leitura de mais uns capítulos e pronto: estava envolvida e não parava de ler.

É um livro bem adolescente e parecia que não ia entrar nessa moda de triângulo amoroso ee de fato não entrou nisso.

#######SPOILER ALERT #######




Os personagens são adolescentes e demonstram bastante confusão sobre sentimentos e desejos. Ninguém busca relacionamentos eternos e perfeitos. Apenas vão vivendo as paradas e acho muito mais próximo do que acontece com os adolescentes nessa fase da vida




######FIM DO SPOILER########


A histórias segue basicamente 2 núcleos da história: princesa Raisa e Han/Caçador solitário/algema (sim todos esses nomes para uma pessoa. Eles vivem vidas completamente diferentes em escalas sociais opostas.

Esses dois vivem em um dos sete reinos existentes sendo que denteo deste reini há um eterno conflito entre feiticeiros e pessoal dos clãs (que parecem uns druidas) razão pela qual há uma série de regras que impedem que os feiticeiros obtenham muito poder.

Enfim,  acho q pelo que falei dá para ter uma ideia do tipo de livro: ficção fantasiosa - o melho tipo de livro para mim ^^ Há magia, ação,  personagens interessantes e problemáticos,  personagens misterioros, mais magias, mais intrigas, personagens imprevisíveis eeee conspiração *.* Adoroo uma conspiração.

Eu realmente gostei do livro. O finzinho dele me amarrou e só parei de ler quando acabou e ja fiquei na agonia de querer o próximo livro para saber o que acontece.

O próximo livro chama-se "A rainha exilada" e seu lançamento é agora em Janeiro (em português). Toda a série já esta publicada em iinglês e compõem-se de 4 livros.

Recomendo a leitura para quem tem um gosto pela ficção fantasiosa e curte conflitos adolescentes e tal. Quem não curte ambientação adolescente foge! pq o livro resume-se a uma porrada de adolescentes fazendo escolhas ruins :p

Você leu? Gostou? Não gostou? Conta tudo!
Até!

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Livros: uma nova seção

Ola!
Ha algo que não me ocorreu de falar até agora mas é intrínseco a minha pessoa: eu amo ler. Em media li 25 livros por ano nos ultimos 05 anos. Praticamente qd eu termino 01 ja estou engatada em outro.
Esse ano entretanto aconteceu mt coisa e a verdade é q n tenho tido mt tempo de ler e de ver séries (e viajar,  e fazet trilha, e ser feliz hauahauja brincs!)
Enfim, deu uma diminuida no tempo q posos ler então tenho lido bem.menos livros não acadêmicos.  (Academicos li 5 no mês de agosto!)
Após dia 20 vou estar menos abarrotada e para me incentivar a passar por essa parte turbulenta do mês ja comprei as próximas vítimas: o volume 4 da série beautiful creatures e uma "dissidência" dessa mesma série que eu nem sabia que existia.
Eu tenho gostado bastante da série apesar de ser infantil e tal. Gosto dos romances que se passam na adolescência. E tb gosto mt de misticismo.  Essa série junta os dois ^^
Lendo os livros venho conta.
Até!