quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Livros: Cemitério de Dragões - volume 1

Olá!


E é com muita empolgação que venho falar de mais um autor brasileiro com uma boa obra publicada.

Apesar de conhecido pela série Dragões de Eter, eu nunca havia lido nenhum escrito do autor brasileiro Raphael Draccon e preciso dizer que temos mais um possível futuro queridinho. Começo o post para parabenizar o autor pela criatividade e coerência da realidade de ficção cientifica + fantasia que ficou bem legal.

A partir de agora vou falar do livro.

Primeiramente eu estava desanimada (admito) porque o inicio de livro que soma realidade fantática + diversidade de personagens realmente torna demorado o vínculo entre leitor e história (vide livro 1 de Game of Thrones que eu NUNCA sabia quem era o Tywin e o Tyrion e trocava tudo as vezes ^^'')

Outra coisa que me incomodou por um tempo são os personagens Daniel e Romain por terem personalidades diversas do esperado diante das suas nacionalidades BUT no final das contas eu gostei muito da construção dos personagens dessa forma porque desconstrói o esteriotipo pré-fixado que a gente vende e, além disso, mostra a diversidade de personalidades que as pessoas podem ter INDEPENDENTE da nacionalidade. Por isso, meus aplausos (altos) para o autor por enfrentar o modelo pré-fabricado e dar uma pitada de realidade para esses personagens.

Mas sobre a história: só engatei de verdade após as 50 primeiras páginas. Infelizmente isso pode desanimar muitos leitores mas eu realmente, até então, não tinha muito animo para ler. Eu terminava um capitulo, quase começando a criar um personagem na minha cabeça, e no seguinte era uma outra história com outros personagens. Aí eu fechava o livro e ia dormir.

É algo meu. Eu leio antes de dormir e somente insisto em mais de um capitulo de leitura se o livro estiver muito bom ou aguçado minha curiosidade para o próximo capitulo. Se isso não ocorre... eu amargo 2 semanas para matar 50 e poucas páginas (como aconteceu).

E é engraçado mas a mesma coisa aconteceu com um livro que eu ADORO - Batalha do Apocalipse/Eduardo Spohr, outro livro brasileiro - e a consequência em ambos os casos é a mesma: depois que a históra "pegou no tranco" minha atenção e curiosidade ficaram aguçados e deixar de continuar a ler o livro era aquela minitortura diária de "você precisa ir dormir".

Eu gostei muito mesmo do livro e estou ansiosa para ler o volume 2.

Como crítica, que preciso fazer, é sobre o relacionamento mega ultra super intenso saído do nada da Ashanti com o Mihos - amor eterno e sofrido sem qualquer boa razão afora "amor a primeira vista". Sei lá.. me incomodou um pouco e ficou chato (bem chato) no final. A personagem Ashanti que é mega interessante sozinha perdeu muito do brilho no final da história por parecer ser apenas uma apaixonada sem foco (algo que me parece meio desconexo do histórico inicialmente apresentado de menina rejeitada por ser filha de estupro... mas tudo bem).

Outra coisa que me incomodou foi a falta de explicação ou explicação insuficiente sobre os dragões em si ( porque eles só aparecem como criaturas mortas vivas/ restos mortais reutilizados para outros fins).

Por fim, e outra reclamação que pode vir a ser sanada nos próximos livros, é sobre a total previsibilidade dessa noite da serpente para o Asteroph e a informação de que ele sabia de tudo e da avalanche de informações sobre com quem a demônio-bruxa transou para conseguir alianças e bla bla bla. Me pareceu uma tentativa de surpreender o leitor que ficou bem ruim. Bem ruim mesmo. Que bom que as partes de porrada e ação me fizeram ignorar essa situação toda como se ela não tivesse acontecido xD

Conclusão: bom livro, tem suas falhas (ou pelo menos coisas que eu não gostei) e eu RECOMENDO ele (não só recomendo como estou ávida pelo volume 2 hehe).

Até!!

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Viagem: Buenos Aires

Olá!!


Resolvemos de ultima hora fazer um passeio em terras hermanas xD Fizemos uma viagem consistindo em 3 dias em Buenos Aires e 5 dias em Bariloche, sendo que este post falará sobre o que pretendiamos fazer e efetivamente fizemos he he

Primeiramente,


Sim, até em terras argentinas o manifesto esta na rua. Nós chegamos no sabado de manhã mas na sexta tinha acontecido uma manifestação em frente a Casa Rosada. Não aprovo pichações mas essa em particular eu curti xD Fiquei satisfeita de ver o repúdio ao atual governo (sujo demais comprovadamente para se manter no poder) pelas pessoas de outra nação.

Enfim, voltando ao que interessa. Buenos Aires não é mais o paraíso das compras como antigamente. Quando fui em 2012 com a minha mãe o câmbio era parecido (1 real = 5 pesos) mas os preços de comida/produtos eram melhores. Agora, o melhor câmbio que conseguimos foi 1 real = 4,30 pesos mas o câmbio oficial era 3,90.

Procurei uma boa foto e.. não achei. Que pessoa chata que eu era (cara de cu constante)
Em La Plata - cidade próxima a Buenos Aires
Sabe aquilo que sempre te falaram de que não precisa trocar moeda e tudo mais. NÃO VALE MAIS! Nem todo restaurante aceita real e o câmbio costuma ser um lixo (abaixo do OFICIAL!!!)
E os preços nas lojas estão tão salgados quanto aqui no Brasil então não é um bom lugar para viajar para comprar.

1º dia:  Casa Rosada, Puente de La mujer, Obelisco, Teatro Cólon e Madero Tango 

Esse dia começou meio dia, logo os passeios ficaram restritos.

A visita guiada da Casa Rosada e o Teatro Cólon foram agendados pela internet, então tínhamos uma hora certa para chegar. Contudo, a ideia era irmos na Puente de La Mujer porque, é bem próxima a Casa Rosada, mas o horário que marcamos ficou muito apertado para irmos para o Teatro Cólon, então deixamos para depois.







A visita guiada da Casa Rosada é realizada em espanhol mas eu consegui compreender muito bem as informações. É prédio que ainda é utilizado até hoje pelo governo então existem áreas que os visitantes não podem entrar. A história do lugar é interessante e eu gostei de fazer mas não é um passeio que você PRECISA fazer. Se tiver pouco tempo e nunca tiver ido a Buenos Aires é dispensável.



Dali nós corremos para o Teatro Cólon, que é relativamente perto, mas nós não tínhamos almoçado ainda e tínhamos que fechar o tango para a mesma noite. Então o troço acabou sendo corrido e não paramos no Obelisco para bater foto nesse dia.





A visita ao Teatro Cólon foi interessante e eu até recomendo para quem curte esse tipo de prédio. O interior do prédio é lindo demais e as informações dadas pelo guia eram muito legais também.  Contudo, o melhor do prédio nós não vimos porque estavam realizando testes de luzes de tudo mais então tudo que nós vimos foi o palco e camarotes no escuro :p



















A visita guiada aqui no Teatro Cólon é paga e custa 250 pesos por pessoa. Se você estiver com a grana apertada... faça outros passeios porque existem outros pontos turísticos mais importantes de serem vistos para o turista que esta em Buenos Aires pela primeira vez.

Após a visita nós corremos para outro lugar da cidade para pegar ingressos para um show de rock (que fomos na noite seguinte) e depois corremos de novo para o hostel para tomar banho e estarmos prontos as 20h - horário que a van do tango iria nos buscar.

O Madero Tango é um dos tangos mais recomendados em Buenos Aires e disponibiliza ingressos isolados, ingresso com jantar executivo, ingresso com jantar vip e um super vip que eu nem vi o preço porque não considerei.


O show é maravilhoso e eu gostei muito também do jantar, contudo nós compramos o VIP - algo que eu NÃO RECOMENDO porque não compensa. A propagando do VIP que fizeram para gente - aula de tango, bebida liberada e mesa individual para o casal - foi mais do que enganosa porque a aula de tango era muito fajuta, quando pedimos a 2a garrafa de vinho ela não veio e quando renovamos o pedido desta a garçonete disse que não podíamos mais fazer pedidos porque a cozinha tinha fechado. ¬¬ Sobre a mesa individual, vejam a foto sobre como foi realmente e tirem suas conclusões.
O custo para o casal na área vip foi de 550 reais, na area normal (em mesas redondas) sairia 400 reais o casal.

Logo, peguem a área normal que vocês tem direito a 1 garrafa de vinho (o suficiente, vocês devem concordar), o jantar só tem menos opções (você vai pedir o bife de chorizo mesmo).

Para ficar claro: eu RECOMENDO o Madero Tango na área executiva - show e jantar.

2º Dia: Jardim Botânico, Planetário, Floralis Genérica, Museu participativo de Ciências, Feirinha da Recoleta, Cemitério da Recoleta e show da banda Rhapsody. 

Esse dia as primeiras atividades não deram certo porque nós não acordamos :p Eu estava muito cansada (leia-se ressaca) e não deu.

Começamos o dia almoçando em um restaurante muito gostoso (e com preço bom)  chamado Cumana (Rodríguez Peña 1149, Cdad. Autónoma de Buenos Aires, Argentina). Nós comemos uma empanada cada um, daniel pegou uma massa au funghi e eu peguei um cozido muito bom. De bebida uma limonada com gengibre deliciosa. A refeição toda custou 410 pesos (com propina, vulgo gorjeta). Para a qualidade da comida e quantidade valeu SUPER a pena. 

De lá fomos a pé passeando pelo bairro até o parque Carlos Thay onde o Google diz que esta a Floralis Genérica mas... não é ali :p para não ficar o tempo perdido batemos foto com o torso com o menos pênis ja visto hauhauhauauha 

Fomos a pé até o parque correto que o Plaza de Las Naciones Unidas, passando pela Facultad de Derecho, e vimos a Floralis Genérica. 




Relaxamos um pouco até que começou a chuviscar e tivemos que dar uma apertada no passo até a Feirinha da Recoleta, que é montada atras do Museu Participativo. Feirinha boa mas com preços salgados - isso quer dizer que comprar uma lembrancinha nesse lugar pode sair mais do que você estava esperando (nivel: caneca decorativa saindo a 30 reais...) 

O Museu Participativo de Ciências foi uma surpresa. Eu não queria ir embora sem passar em cada estação. É direcionado para adultos mas nós adoramos. O foco dele é explicar na pratica varias coisas que aprendemos no colégio como física, matemática, ciências. 

E foi uma surpresa que levou muito mais tempo do que nós tínhamos disponível e quando saímos o cemitério da recoleta já estava fechado. 




Dali fomos direto para o show do Rhapsody, que foi ótimo e levemente emocionante (porque o bairro não emanava qualquer segurança hahahahah) mas deu tudo certo. 




3º Dia: Jardim Botânico, Planetário, Jardim Japonês, Cemitério da Recoleta, Obelisco e ida para Bariloche. 

Pessoal que planeja viagens tome SEMPRE cuidado em relação aos dias em que as atrações que você quer visitar estão fechadas porque NORMALMENTE elas não abrem nas Segundas. Resultado: demos com nariz na porta tanto no planetário quanto nos jardins. 

Paciência. Fomos no Cemitério da Recoleta (porque tava no plano e tudo mais) e almoçamos (pessimamente) em um restaurante nos arredores. 

Sobre o cemitério = de fato é interessante pela arquitetura e dedicação aos mortos. É cada mausóleo mais bonito que o outro. Contudo, tem MILHÕES de coisas para se ver em Buenos Aires. Esse passeio só deve ser feito (tipo, dedicação de ir a Recoleta só para isso) se você estiver que nem nós: numa segunda feira chuvosa em Buenos Aires em que nada mais abre.  


# ALERTA! Não faça refeições (por mais fome que você tenha) em restaurantes muito próximos a atrações turisticas porque, além e ser caro, a comida costuma não ser nem típica nem boa. 

Dalí, nós tinhamos pouco tempo e só dava tempo de andar um pouco na 9 de Julio, bater foto no Obelisco, e ir pro hostel pegar a bagagem pra ir pro aeroporto. 

Para constar: nosso roteiro foi baseado na experiencia de 2 pessoas que já conheciam Buenos Aires e estavam fazendo coisas que não fizeram nas primeiras viagens. 

Além disso, em razão do nosso cansaço, os dias tiveram que ser alterados e acabaram não casando. Se o cronograma tivesse dado certo, as atividades de segunda feira seriam outras, como o ônibus turistico de Buenos Aires que dá uma visão geral de tudo e te permite só descer onde você quer.    

Logo, um dia desse a gente acaba batendo em Buenos Aires de novo :p 

Até! 



segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Livros viajantes: Fahrenheit 451

Olá!




Atrasado esse post mas foi impossível ter tempo para escrevê-lo antes.

O livro dessa rodada do nosso grupo de leitura "Livros Viajantes" foi este e admito que tive dificuldade para ler ele. Primeiro, porque eu andava muito cansada e atarefada e isto se somou a segunda razão (e a que importa) que é o ritmo lento que a história se desenvolve no inicio. 

Lógico que eu entendo que ao sermos apresentados a uma realidade diferente da nossa (imagina na dec. 50 quando o livro foi escrito, exige aquele excesso de descrições para que o leitor entenda como é a sociedade e o mundo. Contudo, não sei se era a forma de escrever do autor, mas eu realmente achava tudo muito chato. Mesmo a ideia geral "de que os bombeiros não mais apagavam fogo mas provocavam ele" não conseguiu me captar no inicio da história. 

Mas essa é a essência do livro. A sociedade  é insossa e vazia e alienada, logo o personagem principal é chato e vazio e insosso até que a história se desenvolva. 

É inegável que é um livro muito interessante, principalmente quando consideramos que foi escrito há 50 anos e continua tendo uma crítica aplicável a nós (e a tendência alienante para o futuro) e eu achei agradável a leitura do meio para o final. Contudo, não é um livro que eu classificaria como "bom" mas como "útil". 

É um livro que proporciona reflexão então é fabuloso para adolescentes ler um livro desses e se tornar um adulto que reflete - e justamente não concretiza o futuro nefasto previsto pelo livro xD. Agora, como leitura por prazer, para mim deixou a desejar. Os diálogos são chato (lembre-se, personagens chatos) e a condução da história mesmo não é a das mais emocionantes. 

Enfim, recomendo (à título de reflexão) e não recomendo se a proposta de leitura for divertimento. 

E ai? Essa rodada dos livros viajantes esta quase no fim!! 

Falta apenas mais 1 livro dos meus amigos e o livro que eu escolhi, e esta sendo super bem comentado pelos meus amigos leitores, vir para minha mão, para eu ler e comentar. 

Até a próxima!!





segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Viagens: Pico da Bandeira

 Olá!


Vim aqui narrar minha última aventura xD

O meu namorado sempre acampou e fez trilhas e tudo mais. Desde que iniciamos o relacionamento ele falava de um passeio muito legal em que você acorda no meio da noite e anda até o 3o ponto mais alto do Brasil para ver o nascer do sol. Disse que era muito lindo e que tinha usado aquelas lanternas de cabeça. Pronto, comprei a ideia e quando surgiu a oportunidade de irmos com uma excursão perturbei (sim, EU perturbei ele, para nós irmos).

Para constar: eu nunca acampei "for real", o que significa tendo que fazer a comida no lugar, então já estava achando MEGA aventura quando descobri, uma semana antes, que nós teríamos que levar as coisas para fazer o almoço e janta do sábado, e o café da manhã de domingo.

Aí, meu segundo choque, quando li o email que a empresa me mandou sobre as roupas necessárias para encarar o "frio". Era casaco impermeável, casaco corta vento, e inclusive a sugestão de levar um aquecedor para barraca. WHAT?

Na véspera da viagem, conversa singela com meu amado, e ele diz: é que lá faz um frio da porra. Quando estamos na trilha venta muito e se chover temos que estar com capa de chuva senão a gente vai congelando. Lógico que partimos para Decathlon NA HORA para suprir meus tratos para frio - não tinha casaco quebra vento e ACREDITE EM MIM você precisa de um casaco impermeável e quebra vento.

Feitas as primeiras advertências, vou contar sobre o passeio.

Sexta feira - 23:30 - Partida de Vitória em ônibus de viagem
A inexperiente da vida aqui não dormiu NADA porque foi vestindo só uma calça jeans e passou um frio no ônibus danado.
Logo, dica importante pra vida: viajar de ônibus significa se preparar prum frio desnecessário e do mal. Eu adoro ficar na janela e é exatamente daí que sai aquela corrente gélida. Pra não ficar doente, tem que realmente ir agasalhado.
Enquanto isso, do meu ladinho, meu namorado com um camiseta e calça de tacktel roncando e dormindo pesado. Inveja.

Sábado - 06:30 - Chegada a entrada do parque da Serra do Caparaó
A excursão incluía o café da manhã desse dia, logo já descemos no local, nos acostumando com o frio da manhã (eu ja estava to gelada do ônibus que não entendi a piadinha do "vamos nos aclimatar la fora").








Algum problema ocorreu e os jipes que nos transportariam até as cachoeiras somente chegaram por volta das 09h. Até então ficamos lagartando em busca de algum calor do sol (algumas pessoas APAGARAM enquanto isso ===>


As estradinhas dentro do parque tem muitos buracos e realmente o transporte de jipe é mais seguro (para a integridade do seu carro). 





Nossa primeira parada foi na área de camping Macieiras, que é próximo as cachoeiras. A primeira cachoeira que fomos segue por uma trilha bem pequenininha. O lugar é lindo e forma umas pequenas piscininhas naturais.

Apesar do sol, cada ventinho frio...


Mas namorado é aventureiro, não tem medo de banho frio e tal. Se jogou numa das piscininhas xD

Depois do primeiro segundo, que acho que foi o tempo necessário para processar o congelamento de tudo, o bichinho nadou desesperadamente para margem (antes que os membros começassem a falhar pelo congelamento, lógico).

Tiveram outros loucos, logo depois. Eu me aventurei a colocar a mão na agua - havia um desafio com recompensa para por os pés.. perdi por w.o hUUAHUAHUAUAHUHu






Enfim, nosso grupo mais próximo era composto por 3 casais, 1 deles fora de carro, então nós tivemos tempo para ir na outra cachoeira com calma. Essa segunda cachoeira era mais distante mas valeu super a pena. A gente ia caminhando na trilha entre as arvores e vimos um beija flor e vários passarinhos no caminho.









A outra cachoeira era um paredão alto de rocha com uma queda d`agua geladíssima!


Batemos muitas fotos, nessa vez ninguém se aventurou a mergulhar, já que algumas nuvens encobriam o sol e o vento aqui era bem mais forte. Lanchamos sentados nas rochas ( levamos TODOS os lixos embora) e retornamos até o Camping Macieiras.

# Dica: nesse meio tempo descobrimos que nesse camping tem banho quente (no nosso camping só teria banho gelado) então eu ja tinha esquematizado toalha, sabonete e desodorante, para tomar banho antes de seguir o caminho até o nosso camping.

Sábado - 15:30 - Aventura de uno nas subidas esburacadas até o Camping Casa Queimada
Galera, o veículo UNO é o bichinho mais resistente ever. Não atolou nem nos deixou na mão nenhuma vez. Era cada subidão (com 6 pessoas dentro do carro, e mochilas e coisas para camping) e desviar de buracos e tudo mais.

O mais inusitado foi a gente ver um carrão parado no meio do caminho  - um CRV - e aquele cheio de embreagem e parar para descobrir que o carro superaqueceu com a subida. E engraçado foi a gente partir, com o nosso carro de palhaço, motor 1.0,  de boas, sendo que o carrão 4 x 4, motor 3.2, ficou encostado lá.

Finalmente no acampamento, montamos a barraca, pessoal preparou o almoço no fogueiro. Foi a melhor comida da vida! E fomos dormir. ( Leia que Daniel dormiu e eu passei frio até levantarmos para jantar).

Sábado - 20:30 - No camping Casa Queimada

Um outro casal se reuniu com a gente, em volta do fogueiro, para comermos algo quente, porque "o frio" havia chegado . Muito frio mesmo. Desde as 18h a temperatura no camping era de 3 graus mas aposto que a sensação térmica estava mais baixa. Depois de um miojo bem quentinho e um chocolate quente eu sonhei que iria conseguir dormir um pouco, já que me sentia bem quentinha.

Engano meu. Amarguei 3h e meia de agonia. Frio nos pés e na mão. Acrescentando blusas e calças e meias a cada tremor. Meu saco de dormir não segurava o frio e, como nossa barraca estava com um zipper quebrado, o vento frio entrava todo. Estava ansiosa para fazer trilha e me aquecer.

Domingo - 00:00 - Acordar para se preparar para a trilha até o Pico da Bandeira

Prontos para o frio?? Eu: 1 camiseta, 1 blusa fleece, 1 moleton, 1 casaco de frio, cachecol, poncho.

Galera, essa parte TEM que ser resumida porque foram as 6h mais LONGAS da vida xD
O ritmo do pessoal que faz essas trilhas é muito bom, o que quer dizer que uma pessoa sedentária como eu foi cansando logo no inicio (e que inicio, cada subida íngreme, com pedra e raiz e segurar a lanterna). Tava morrendo mas indo.

Até que, quando chegou no 2,5 km da trilha eu comecei a passar mal. Eu sentia muita dificuldade para respirar e minha pressão ficava caindo. Eu e o nosso grupinho nos tornamos companhia constante do último guia da excursão ( eram 5 guias, 1 na frente, 3 no meio e 1 por ultimo para assegurar que todo mundo estava junto).

No 3,0 km eu arreguei. Eu estava passando MUITO mal. Era uma nausea e eu simplesmente não conseguia mais aguentar o ritmo do grupo e sentia que estava "prendendo" o guia com a gente. Disse para ele que nós iriamos procurar algum abrigo e esperar o dia amanhecer. O guia entrou em contato para que o liberassem e foi embora.

Bastou uns minutinhos no meio da ventania para eu começar a achar que era melhor voltar. Mas nem deu tempo. Brotou um outro guia, chamando a mim e o Daniel pelo nome, falando que a gente já tinha andado muito e que se fossemos voltar iriamos demorar o mesmo tempo do que se continuássemos o trajeto. Disse que ficaria com a gente o tempo todo e que eu poderia fazer no meu ritmo. Que quando eu precisasse parar nós iriamos parar e que ele e o Daniel me dariam apoio para continuar.

Não basta ser guia, tem que ser psicólogo. xD

No meu ritmo, e graças a uns cream craker que apareceram numa hora que eu estava passando muito mal, nós chegamos na hora certinha no Pico da Bandeira. Pessoal ainda estava chegando. Foi lindo DEMAIS ir vendo os grupos que vinham por Minas se encontrando com os grupos que estavam indo pelo Espírito Santo.

E, quando eu vi que era a ultima subida e que PQP eu tinha conseguido chegar lá apesar de tudo, deu um gás. Eu não podia perder nada do nascer do sol. Subi correndo com o Daniel, encontramos nossos amigos no caminho e na hora H estávamos nós 6 lá em cima. E foi lindo, e mágico e o sol nasceu duas vezes (efeito de refração)



A foto acima é uma pequena mostra de que essa aparente maluquice não era de poucas pessoas. Acredito que no momento do nascer do sol deviam ter umas 100 pessoas ali que haviam feito a trilha no meio da noite, como nós.

Bom, mas tudo que vai - volta, né?

Domingo - 07:00 - O retorno pro camping


Lógico que enxergando as coisas sem auxilio de uma lanterna ajudou MUITO! Mas não pense que o frio e o vento foram embora. O que salvava era o sol: que nos aquecia e permitia que a gente se deliciasse com as belas paisagens que tem no caminho (mas que a noite a gente não faz ideia).
 









É pessoal, num é que tanto perrengue valeu muito a pena no final?? 5km depois, uma topada de dedão na pedra, retornamos ao camping para... CORRER pra desmontar a barraca porque quase todo mundo já estava adiantado nisso.

Resultado:

"Ontem erámos jovens" FOLADOR, Daniel.

Daí não havia sobrado energia em ninguém. Não deu tempo de organizar as coisas pro café da manhã e nessa hora aguardávamos o jipe para irmos pro restaurante (almoço estava incluído na excursão).

Almoçamos e tudo depois disso, para mim, significa sono. Acho que dormi praticamente toda a viagem de volta.

Domingo - 23h - Chegada a Vitória

E assim, retornamos a Vitória. Sem conseguir andar direito - tudo dói - mas com a sensação de conquista. Realmente, se eu soubesse de todos os perrengues antes eu não teria ido - por medo, por me subestimar.

Agora estou muitooo feliz de ter tido essa experiência. Valeu MUITO a pena ir lá e vencer meus limites e tudo mais maaas.. não sei se volto não xD

Até!


PS: Para constar que esses meus sorrisos mega cara de cu no final decorrem do congelamento do rosto / boca ultra mega ressecada que doia para sorrir.




quinta-feira, 11 de agosto de 2016

As espiãs do Dia D

Olá!

Mais um livro que li do meu queridinho Ken Follet.

Mais uma vez, misturando elementos históricos e ficção, o autor acertou direitinho a ponto de eu quase acreditar que ele estava contando uma história real.

Para quem não sabe, o estilo de escrita do Ken Follet, pelo menos nesses 5 livros que já li dele, seguem cronologicamente a nossa história mundial ( medievalismo, século XX) e seus personagens estão, normalmente, diretamente envolvidos com o acontecimento histórico marcante que se desenvolve ( 1a guerra mundial, construção do ponto mais alto da Inglaterra, etc).

No livro “Espiãs do dia D” o momento histórico escolhido é o “Dia D”, cujo desfecho todo mundo sabe qual foi, mas o foco da narrativa dele é o “como” o “dia D” deu certo, que foi o somatório de diversas missões que acabaram dando certo, e a missão mais improvável é a que o livro conta: um grupo de 6 mulheres se infiltrarem em um QG da Guestapo para explodirem sua central telefônica mais importante.

A protagonista, a “Leoparda”  ou "Flick"é fácil de conquistar o leitor. Ela é uma mulher forte, vivendo em uma sociedade super machista (no meio do século XX...) e excludente, mas que manda as favas tudo quando fica brava. Não quer saber da patente de ninguém, se isso prejudicar a missão, e impressiona pela garra e pelo fato de ter sido a única sobrevivente de um time de agentes treinados para infiltração nas hordas inimigas.
Mais do que isso, a sua competência em serviço impõem respeito e obediência.  

Como nos demais livros do Autor, os capítulos intercalam o narrador: alguns momentos é a protagonista, noutros é o “vilão”, o capitão alemão  Dieter. E é engraçado porque a relação, inicialmente desinteressada entre os dois, vai se amarrando cada vez mais até o climax.

É um ótimo livro. SUPER mantenho a recomendação dos livros desse Autor para quem gosta desse estilo de escrita que mistura realidade com ficção.

Até!

quarta-feira, 20 de julho de 2016

Eurotrip: Paris - parte 2

Olá!




Se você ainda não leu a parte 1, clique aqui. 

Se você quer ler sobre Versailles, clique aqui. 


E esse é o post que encerra minha Eurotrip. Foi maravilhoso escrever esses posts, lembrar de tudo que eu vivi e ajudar outros mochileiros por aí. 

Espero que ajude. 

Seguindo o modelo de Versailles, vou colocar o meu planejamento, fotos e farei comentários pertinentes ao longo do post. 



Dia 4 - Notre dame, Cripta arqueológica, Pantheon,  Palácio da Conciergerie, Saint-Chapelle



Café da manhã/ Pegar metrôpegar metrô na estação Belleville linha 11 (marrom) e descer na estação Chatelet. Andar uns 11 minutos até Arqueological crypt. (30 min)
Arqueológico CryptFuncionamento: Aberto diariamente das 10h às 18h, exceto às segundas-feiras. Preço: incluído no museum pass.
Duração: 1h e 30 min
Ir para o Jardim de Luxemburgo
Almoço/ Jardim de Luxemburgo
Se der, passar pelo Pantheon
14:15 Palácio da ConciergerieTour em inglês só nesse horário.
Preço: incluído no museum pass.
Duração: 1h e 30 min.
Saint-ChapelleFuncionamento: diariamente das 9h às 17h. Tour as 16h.
Preço: incluído no museum pass.
Duração: 45 min.



Para começar, eu não consegui seguir essa ordem porque existiam filas enormes em todos esses passeios. Acabei deixando o Jardim de Luxemburgo por ultimo e comecei o dia pelo Palácio da Conciergerie. O palácio não é nada demais (pra mim). Só ficou interessante quando começou a visitação as celas e tudo mais.






Depois fui para a Cripta arqueológica, que é em frente a Notre Dame. Achei interessante o passeio nos 30 primeiros minutos.

Os 15 seguintes eu já estava BEM entediada e o local estava cheio e claustrofóbico.



































































Após a visitação da cripta, entrei na monstruosa fila para visitar a Saint Chapelle.

Não sei se foi por causa das filas mas fiquei bem menos tempo em cada atração do que eu havia planejado e meu dia começou mais tarde também porque eu me sentia muito cansada. Fiquei no máximo 20 minutos na Saint Chapelle - que é linda mas não valeu MESMO 2h na fila.




















































Depois que sai da Saint Chapelle fui a pé até o Pantheon. Admito que pode parecer dispensável mas eu achei tudo muito bonito e achei interessante ver as tumbas de pessoas tão importantes (historicamente falando).






























Almocei pelos arredores, e depois fui andando até o Jardim de Luxemburgo.

É uma caminhada boa mas vale MUITO a pena.







Dia 5 - Museu Cluny (Museu Nacional de Arte Medieval) e Museu do Louvre


Esse dia é bem pontual: parte da manhã no museu Cluny e o resto do dia no Museu do Louvre (com a consciência que não vou conseguir ver tudo logico).


Metrô Andar até a estação Gare du Nord e Pegar RER B. Descer na estação Saint-Michel - Notre-Dame. Andar até o museu (30 min aprox.)
9:15 - Museu Cluny – Museu Nacional da Idade MédiaFuncionamento: 9.15am to 5.45pm. Não abre na terça.
Preço:incluído o museum pass.
Ir a pé (próximo)
Panthéon Funcionamento: Abre diariamente, das 10h às 18h.
Preço: incluído no museum pass.
Ir para o Louvre 
Ir para estação Place Monge e pegar linha 7 (rosa claro). Descer na estação Palais Royal - Musée du Louvre
Rue de Rivoli / Almoço Comprar lembrancinhas de Parisss. Éaconselhável não comprar nada na primeira loja que entrar, pois os preços variam bastante de uma para outra, assim como o humor dos vendedores
Este jardim histórico oferece somente um pequeno espaço de brinquedos e um carrossel.
A certa altura da rue de Rivoli, no largo em frente ao Hotel Regina, você encontrará a estátua eqüestre dourada de Joana d’Arc.
Louvre (4h e 30 min)Horário de funcionamento: Abre diariamente, com horários variados. Segundas, quintas e fins de semana, das 9h às 17h30; quartas e sextas, das 9h às 21h15. Formas de pagamento: incluído no museum pass.


Acabou que eu consegui ir no Pantheon no dia anterior (graças a deus) porque senão o dia teria ficado muito apertado.

Sobre o Museu Cluny: achei um puta disperdicio de tempo (para mim) porque como eu fiz um mochilao mega cult eu ja havia visto muita coisa boa medieval e ja tinha ido no museu das armas em Paris poucos dias antes. Logo, não acrescentou nada no meu conhecimento sobre o periodo histórico e não é um passeio que acho que tem que colocar no roteiro.







O Museu do Louvre, apesar de todo mundo falar que era enorme e tudo mais, acho que eu criei baixas expectativas xD Ai quando cheguei fiquei um bom tempo chocada de estar (finalmente) ali.

O audioguide deles é sensacional - é um nintendo 3DS com GPS que foi essencial para eu realizar uma boa visitação e planejar cada setor ou ida ao banheiro (otimização do tempo minha gente).

As prioridades foram ver a Vitoria de Samotracia e Mona Lisa (foi um saaaco tentar chegar perto e bem decepcionante). Depois Egito e Assírios.

O que me surpreendeu foi a parte reservada para visitação das ruinas abaixo do louve. Eu adorei!










Mas eu tinha um voo pra pegar naquela noite, de volta para o Brasil. Era o fim do meu mochilão e eu havia realizado meus sonhos.

Para ir para o aeroporto Charles de Gaulle custa 10 euros e eu peguei a linha RER B na estação Gare du Nord.

Até o próximo mochilão!