quarta-feira, 15 de março de 2017

Livros: Eu, Christiane F. - 13 anos, drogada e prostituída

Olá!



O livro Christiane F.  foi um dos sorteados no grupo de leitura e discussão de livros que  eu faço parte – o Café com Letras. Na verdade o livro que eu deveria estar lendo agora é Cem anos de solidão (do Gabriel Garcia Marquez) mas tive um lapso de memória e acabei começando a ler esse e aí baguncei tudo.

Quando acontecer o café com letras eu trago as discussões que travamos no nosso encontro pois nesse post a ideia é falar sobre as minhas impressões do livro.

Para começar, consiste em um relato real e  eu já sabia a história do livro antes de ler ele porque vi o filme (que foi feito baseado no livro) quando eu tinha uns 10 anos. O filme me chocou muito e acho que até e até eu ler o livro, achava que era nova demais para ter visto aquele filme mas a minha opinião mudou.

A história resumida esta no subtítulo do livro: 13 anos, drogada e prostituída. Tá que o titulo e subtítulo são invenções brasileiras (na obra original o nome era completamente diferente - Wir Kinder vom Bahnhof Zoo, que significa "Nós, os filhos de Bahnhof Zoo, estação de trem) mas acho que a forma brasileira utilizada foi boa porque já fala para o leitor o que esperar.

O engraçado é que o filme me chocou muito (e as lembranças do filme me chocavam) até eu ler o relato da Christiane. Os detalhes. A junção das declarações da mãe da Christiane e de outros profissionais que de alguma forma se relacionaram com o caso dela ou com a situação crítica que se passava na Alemanha no fim da década de 70. Isso sim é que choca porque o filme não tem a percepção, o desespero e diversos detalhes que o relato dela apresenta.

Acho que o que mais me impressionou era a minha reação constante a coisas que a Cristiane falava sobre o que motivou ela a iniciar o uso de drogas e a passar para uso de substancias mais pesadas. Ela repetiu várias vezes que era para se sentir “incluída” e no início eu ficava: que criancice, que idiotice, que imaturo.

Aí, teve um momento que o número 12 saltou da página e gravou na minha mente e eu realizei: LÓGICO que é infantil e besta esse tipo de pensamento! Christiane tinha 12 anos quando fumou maconha pela primeira vez em uma sociedade sem internet (para mim isso muda muita coisa!)

E o que me dá raiva (de mim) é que a minha reação parece semelhante com a reação do bom povo alemão da época que ignorava que a “drogada” na estação era uma criança! Que a menina com icterícia passando mal porque provavelmente usou uma agulha infectada É UMA CRIANÇA, mas que por ser drogada, teve atendimento negado no hospital.

E essa criança, quando conseguiu sair da merda e se desintoxicar continuou sendo desestimulada e convencida de que nunca poderia vencer na vida – pois tinha sempre o histórico de ter sido drogada no lombo.

Bom, indignações a parte e mesmo com toda a crítica ao sistema alemão na forma de lidar com o problema das drogas com crianças e adolescentes, eu realmente não tenho como não botar uma grande carga de tudo o que aconteceu nas costas dos pais da Christiane.

Sério, onde já se viu uma pessoa de 12 anos poder sair de casa todos os dias da semana? E não tinha tarefas, e tinha uma mesada “de graça” (independente de qualquer rendimento escolar). Por vezes dá impressão de que os pais não fazem ideia do que se passa com a vida acadêmica da menina!!

O mais bizarro – mesmo compreendendo as limitações tecnológicas da década de 70 – é que a mãe permitisse que uma menina tão nova simplesmente sumisse finais de semana inteiro e NUNCA fosse conferir com a mãe da suposta amiguinha se ela estava realmente lá.

Tá. Se não bastasse todaaaa a negligencia familiar pré e início do consumo de drogas, a reação da mãe quando descobriu que a filha esta injetando fucking HEROÍNA foi ... cara, só pode ser ignorância ou pura apatia porque parecia que ela não fazia nada. Somando as declarações da mãe com as da Christiane, me pareceu que a mãe deixou ela ainda mais solta e abandonada depois que descobriu o vício da filha.

Ta. Ta. A vida com internet é diferente. Mas realmente tenho a impressão que as coisas podiam ter sido muito diferentes se a Christiane tivesse tido uma presença familiar de verdade – não aquele “como eu não vi? Como eu não imaginei?” que a mãe dela fica soltando.

Tanto é verdade que a Kessy – amiga da Christiane cuja mãe encheu de porrada e proibiu de sair a noite nessa época – rapidamente se recuperou, voltou a frequentar normalmente o colégio e, segundo a própria Christiane, continuou tendo uma vida normal.

( Nesse momento vem todos os críticos de violência doméstica e bla bla bla. Não estou defendendo que você encha seu filho de porrada para ele “aprender”. Somente estou dizendo que entre ficar apático e tentar “bater no seu filho antes que alguém da rua bata” é menos traumático na vida do que se tornar viciado em heroína PONTO.)

Poster do filme.
Concluindo a análise: excelente livro – não que a leitura seja agradável, porque eu me sentia emocionalmente abalada diversas vezes – mas EXTREMAMENTE recomendável para formação individual, social e familiar das pessoas.

O vício em drogas realmente inicia cedo, eu vi isso na minha adolescência, e é uma tendência de adolescente tentar se enturmar sem medir as consequências desse tipo de escolha. Eu agradeço a Deus porque os amigos que eu resolvi me enturmar apenas curtiam rock e jogavam RPG xD

Logo: RECOMENDO essa leitura para TODAS as idades – é pesado mas antes cedo a leitura que fica como alerta para crianças e jovens do que o reflexo depois.

#Recomendo também o filme, que é de 1981 e tem o mesmo título. 

Até!



Viagem: Roma (parte 1)

Olá!

Demorou horrores para eu continuar as narrativas do meu último mochilão - Lisboa/Roma/Cinque Terre/Costa Amalfitana - mas eu estou retomando com o que eu fiz em Roma.

Para começar, sobre a Itália:

Transporte = fomos para Roma de avião de Lisboa pela empresa aérea TAP. O trecho custou 200 reais. Valeu para gente porque nós fomos para Lisboa e a TAP era a melhor empresa em termos e valor para fazer esses trechos.
Para quem vai para Itália (e só Itália), recomendo - pelo preço somente - a ALITALIA.

Entre as cidades: usamos trem sempre, mas há quem fale de fazer os trechos de carro ou ônibus. As passagens de trem foram compradas no site TreNitalia (e não TreMitalia, que tem taxas extras).

Hospedagem = em Roma ficamos em um apartamento locado pelo site airbnb. Nos demais locais pela Itália, reservamos pelo booking.com e hostelworld.
    Nossos parâmetros para escolha de qualquer hospedagem sempre são: distancia das atrações, nota atribuída, comentários negativos (para ver se tem algo que não dá para aceitar), fotos dos banheiros (sim, só hospedagem com fotos do banheiro) e o valor.
    O máximo que gastamos para o casal com hospedagem é 40 euros por noite e. quando a diária é inferior, a diferença costuma ser absorvida por eventual local que só conseguimos hospedagem mais cara (que foi o caso da Costa Amalfitana).

   Para grupos (a partir de 3 pessoas) sempre recomendo alugar um ap no Airbnb porque economiza-se mais de diversas formas, além de ter-se mais privacidade.

ROMA


     Cidade bem caótica, com um transporte público bom - diante dos parâmetros tupiniquins - mas bem ineficiente em relação a um parâmetro europeu (estações com acessibilidade com defeito, coisas quebradas, cheiro de urina e atraso SEMPRE nos trens).
     As pessoas que moram lá costumam não dar informações ou mesmo serem muito rudes com os turistas - algo que me foi narrado por outras pessoas também. Os italianos de forma geral são muito simpáticos e solicitados SALVO os romanos. xD

Mas foram dias felizes, de muitas caminhadas e pontos turísticos magníficos.

Dia 01 - Chegada a Roma, Check in no apartamento, Coliseum e Jantar no restaurante Luzzi

Chegamos no aeroporto Fiumiccino e já haviamos comprando os bilhetes do ônibus expresso Fiumiccino - Termini (estação central de trens e com estação do metrô). Compramos pela internet no site da Terravision  por 4 euros por pessoa. Há trem expresso mas é bem mais caro - mas mais rápido. Pegamos o trem na volta para Roma - mas isso eu conto lá no fim da viagem.

O check in no apartamento demorou muito mais do que o esperado porque o host pediu a sua mãe - que não falava inglês - para nos informar as coisas e, para completar, apesar do prédio ser acessível, o host não possuia as chaves para ligar os elevadores para cadeira de rodas. Demorou quase 2 horas entre nossa chegada até a gente conseguir que alguém emprestasse a chave (apenas para subirmos a primeira vez) com as coisas.

# Pessoas que tem necessidades especiais SEMPRE enfatizem muito no ato de reserva o que você precisa para a sua estadia. O host justificou todo esse problema porque eu não avisei com antecedência que teria um cadeirante comigo mas perdeu todo o argumento quando eu disse que na divulgação do imóvel ele divulgava que o apartamento era acessível, logo, é responsabilidade do host ter os meios para providenciar essa acessibilidade (e não resolver providenciar quando tiver um hospede). A situação foi muito chata porque bastava que ele tivesse as chaves. Para piorar, ele falou para que eu fizesse a cópia das chaves para que eu usasse os elevadores.

Resolvida a questão da hospedagem e recepção da scooter para mobilidade do meu avô, seguimos para o Coliseoum mas tivemos sérios problemas para chegar lá porque a estação de metro do Coliseum tem uma acessibilidade parcial - só para cadeirantes com cadeira de roda comum. Tivemos que dar uma volta que simplesmente se resumiu a 1h de atraso.

Chegamos em cima da hora no Coliseu mas deu para fazer a visitação.





A nossa entrada estava incluída no cartão Roma Pass que adquirimos pela internet pelo valor de 38,50 euros. Neste valor esta incluído transporte ilimitado para 72h, a visita de 2 pontos turisticos- escolhemos os mais caros Coliseu/Foro Palatino e Castelo Sant'angelo - e desconto na entradas dos demais pontos turísticos.
# Não deixe de checar se as atrações que você vai ver estão incluidas e se realmente você vai precisar do uso de transporte ilimitado. Para que se hospeda próximo as atrações e pode ir a pé, acho que o cartão não compensa. 

A entrada do meu avô e da minha mãe (sua acompanhante) foi feita de graça e eles não pegaram qualquer fila. Mil elogios ao pessoal do Coliseum pelo tratamento diferenciado para pessoas com dificuldades de locomoção.

Após sermos expulsos (hehe, falei que chegamos em cima do horário né) do Coliseum, a fome já tava negra e fomos no restaurante recomendado e próximo do Coliseum chamado Luzzi,

imagem obtida pelo google maps
Endereço: Via di S. Giovanni in Laterano, 88, 00184 Roma, Itália.


Preço: 20 euros para o casal. (com 2 taças de vinho!!)

O restaurante é sensacional minha gente. O local é meio rustico e simples mas a comida é boa e o preço é justo.

Cuidado apenas para a enorme fila que costuma ter no local nos horários de pico. ^^


Dia 02 - Hop Hop bus, Foro/Palatino, Almoço no Hard Rock cafe, Gelatto no White Caffé, Caminhada das Fontes.

Nesse dia, meu avô e minha mãe resolveram fazer um tour menos cansativo, optando por pegar um ônibus de turismo. Eles optaram pelo ticket de 48 horas com almoço no Hard Rock café incluido oferecido por um dos milhares de vendedores desse tipo de serviço no Termini. A escolha por essa (que não me recordo o nome, mas acho que é a Green) foi por terem áudio em português.
Custou 38 euros todo o serviço, sendo que essa empresa o tour de 48h, sem almoço, já era um pouco mais caro mesmo que a empresa que costuma escolher (sightseeing - 28 euros por 38h na época). A verdade é que o pacote nessa outra empresa era feito para valer muito a pena fechar o almoço.

Enquanto eles faziam o tour no ônibus, eu e Daniel fomos para o Foro Romano e Palatino, cujos ingressos estão incluídos como única atração junto com o Coliseum no Roma Pass.

É um passeio de dia inteiro  e gostei MUITO do passeio e recomendo. É uma viagem no tempo!






O almoço no Hard Rock foi o esperado - a comida é boa e as porções são bem servidas mas o preço.... Para o meu avô e minha mãe saiu barato, já que incluído no ticket do bus - para nós custou 27 euros (muito caro para nossos padrões de almoço).

Após o almoço, passamos no Café White para tomar gelattos e só rolou alegria. Que delicia de gelatto! Super recomendo! O café White esta localizado bem proximo a piazza barberini e da lá começamos nossas caminhadas.

Dali começamos a caminhada das fontes: Fontana del Tritone (Piazza Barberini); Fontana de Trevi; Fontana di Nettuno e Fontana del Moro. É uma caminhada longa mas que vale muito a pena para conhecer a cidade.

Como nós queríamos ver a fontana de trevi iluminada, nós voltamos o caminho até ela.


E assim acabou o 2o dia em Roma.

Até o próximo post (ainda tem mais 2 dias em Roma!!)







segunda-feira, 6 de março de 2017

Cabelo: Miraculous Recovery - John Frieda

Olá!



    Não é segredo algum que a marca John Frieda é uma das minhas favoritas para manutenção da saúde dos meus fios tão judiados. Já fiz a resenha das linhas Full Repair (resenha aqui), Radiant Red (resenha aqui) e Forever Smooth - Frizz Ease (resenha aqui).  Na época das resenhas os produtos não eram vendidos no Brasil e eu os comprava pela internet na Feelunique.
   Atualmente, a linha Full Repair e Forever Smooth é facilmente encontrada em farmácias e a internet pois já são comercializadas aqui no Brasil. O preço fica pau a pau com a importação.
   A linha Radiant Red nunca encontrei no Brasil e é uma das mais importantes porque ajuda a manter a cor por muito tempo - além de funcionar muito bem pro meu cabelo.

   A linha Miraculous Recovery - Frizz Ease Shampoo /Condicionador/Máscara de Hidratação foi adquirida durante meu mochilão em Dublin mas pode também ser adquirida facilmente no Brasil em lojas ou na internet na versão de tamanho normal.

  A proposta da linha é tratar cabelos danificados, limpando e nutrindo fios que estão secos. Como o meu cabelo estava com as pontas bem ressecadas - tipo palha - a linha caiu como uma luva e usei ela durante a minha última viagem - que teve até deserto no caminho xD
 
   Admito que diante das dificuldades climáticas, era difícil os produtos fazerem milagre no meu cabelo ultra ressecado mas eu realmente sentia que, após cada lavagem e hidratação, o cabelo ficava outro. Muito mais fácil de pentear e com um aspecto melhor.

Cabelo super hidratado logo após eu lavar e hidratar com a linha Miscaulous Recovery. 
 
Tanto a linha Full Repair quanto a Miraculous Recovery eu comprei lá fora a versão tamanho grande para salão e SUPER RECOMENDO.

   Mantendo o meu 100% de satisfação com o John Frieda, a linha Miraculous Recovery  é TOTALMENTE RECOMENDADA para cabelos detonas por química ou outros tipos de ressecamento (clima seco, praia, piscina, etc).

Até!

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Cabelo: retoque Igora 7.77 + 0.77 com teste da OX Yama profissional

Olá!
Medidor de ox, máscara tonalizante Garota Veneno, Luvas, Pregadeiras, Oxigenada de 1 litro da Yama, luvas pretas pote de silicone, pincel e espremedor de tubo de tinta. 

Tem faltado meus post sobre cabelo - super sei - mas como eu realmente me adaptei com Igora, tenho utilizado apenas ela para os retoques.

Contudo, meu litrão de oxigenada da Acquaflora acabou e eu também precisava comprar todos os apetrechos para pintura de cabelo novos na minha casa nova (contarei sobre a mudança em um outro post na seção de Jovens Adultos).

Assim, procedi minhas primeiras compras em Vitória (ainda não encontrei onde vende Igora lá, logo se alguma ruivinha souber comenta ai!!)

Eu já havia usado oxigenada da Yamá quando utilizei a tinta da Yamá 7.4 ( se quiser ver o post, clique aqui) e como ressecou muito meu cabelo, eu não usei novamente a tinta  - nem a oxigenada.

Mas não havia Acquaflora e 1 litros na loja e a vendedora me falou que existiam duas oxigenadas da Yama - a comum e a profissional. A profissional contem queratina e semi di lino e, segunda a vendedora, iria danificar menos o meu cabelo. Aceitei que mais hidratado não ficaria mas se o dano fosse o comum - OX da Wella e da Aquaflora - tava bom.

Embalagem chicosa. 
A proporção que eu usei foi 90 ml de OX de 30ml para 1 tubo de 7.77 + 1/4 de 0.77. Sobrou tinta. xD Acho que poderia ter usado os habituais e recomendados 60 ml mas com a OX da Acquaflora eu sentia meu cabelo chupando a mistura e terminava de pintar "no laço", então usei 90 ml mesmo habituais. Essa reação foi encarada como algo "ruim" por mim porque, por mais que renda mais a oxigenada, deu a sensação que não estava entrando a tinta no cabelo.

Mas foi só impressão mesmo porque a ideia foi retocar a raiz e dar uma reavivada na cor - se for apenas para retocar a raiz eu uso 1/2 de um tubo! 

O ANTES:





















O DEPOIS:

Dá para notar as pontas bem danificadas =/ 

Eu queria dizer que a beleza da cor compensa o ressecamento. A Yamá realmente dá uma ressecada mais intensa que as outras OX que eu citei. Mas passa. Só retocando a raiz  com ela e tonalizando com o Garota Veneno o resto do cabelo, dá para recuperar bem. 

Então recomendo para os retoques (e APENAS para os retoques) o uso dessa OX, que realmente é melhor que a OX da Yamá comum. 

Até! 

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Livro: Jovens de Elite

Olá!!


Primeiro post do ano saindo com muito atraso do forninho porque eu estive muito envolvida com diversos projetos pessoais do fim do ano passado até agora (quase fim de Fevereiro).

Mas em uma sentada vou redigir todos os posts que estão mais do que atrasados desde então, e eles serão publicados toda quarta e sexta por algum tempo xD ( já são 11 posts atrasados e pelo menos mais 2 sobre nossa última viagem).

Sem mais delongas, o livro Jovens de Elite me foi apresentado em um evento da editora Rocco - Jovens Leitores no Rio de Janeiro. Foi apresentado um vídeo da autora onde ela diz que o primeiro escrito dela foi totalmente criticado pela sua editora, por ser muito previsível. Nesta ocasião, a editora perguntou sobre a vilã, Adelina.

Desta observação, a autora reconstruiu a história para conta-la do ponto de vista de Adelina.

E qual é a história? Em algum momento da história daquele mundo, ocorreu um surto de febre na população humana, a qual dizimou grande parte da população e, aqueles que sobreviveram, foram marcados com sinais visíveis como cores de cabelo ou olhos fora do comum. Essas pessoas foram apelidadas de malfettos, e se tornaram páreas na sociedade.

Eis que, alguns anos depois deste surto, surgiu um grupo de malfettos que apresentavam poderes especiais, como manipulação do fogo e vento, e desafiavam os Inquisidores, pessoas que perseguiam e matavam os malfettos.

Neste contexto surge nossa protagonista, a qual foi maltratada por anos por seu pai por ser uma malfetto. Um dia, prestes a ser vendida para um desconhecido, Adelina resolveu fugir de casa e, nesta ocasião, foi capaz de pela primeira vez manifestar seus poderes - obscuros e incontroláveis.

E eu espero que essa sinopsezinha estimule você que não leu o livro a ler. Daqui para frente vou falar coisa sobre o livro então, se você não leu NÃO CONTINUE A LER ESSE POST daqui para frente pois conterá spoilers.


[SPOILER ALERT]


Contudo, devo dizer que essa propaganda de "vamos contar a historia pelos olhos da vilã" não ficou bem executada. Infelizmente, é difícil para os autores desenvolver os pensamentos de um protagonista mal e é bem visível essa dificuldade nesse livro. A ideia era que a Adelina fosse vilã mas a autora o tempo todo fica dando justificativas para o comportamento dela e tudo mais e prejudica muito a ideia de que ela é a vilã.

Outra coisa, que não teve jeito foi a previsibilidade do relacionamento amoroso da protagonista e o príncipe. Minha gente, tá chato já isso. Porque raios sempre precisa-se colocar o príncipe apaixonado pela coitada? Eles não podem ser só amigos? Não é possível uma histórias sem esses romances meia boca? [ para constar: essa é uma crítica genérica a todos os livros adolescentes que se repetem nesse ponto]

Mas essas são as críticas porque eu gostei do pano de fundo, da história, da alteração de perspectivas na narração da história e, principalmente, o desfecho. Fui mega super pega de surpresa. Não esperava nunca um amor frustrado de cara, com a destruição do grupo de cara e o término. Fiquei muito surpresa.

Só e somente no final parece que eu tive a visão de vilã que a Marie Lu quis passar: a Adelina traz o obscuro para a vida das pessoas no nível: tudo que ela toca ela destrói, Assim, do ponto de vista geral, realmente ela é a vilã. Somente gostaria que ao longo da história não tivessem tantas justificativas morais para ela ser má.

É isso.

Livro muito recomendado!!

Até o próximo!




sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Viajens: Grutas de Mira de Aire e Castelo de Leiria

Olá!



Um dos dias de viagem em Portugal foi reservado para passearmos de carro.

Alugamos o carro por meio do site de pesquisa Pepecar  que foi recomendada pelos próprios portugueses e não rolou arrependimento pois, de fato, conseguimos o melhor preço no aluguel (aproximadamente 20 euros a diária).

Roteiro planejado: Lisboa - Fátima - Grutas de Mira de Aire - Leiria - Batalha - Nazaré - Óbidos - Lisboa.

No final, nosso roteiro acabou não sendo esse planejado porque descobrimos apenas quando pegamos o carro que a entrega após as 20h acrescia em 30 euros a diária x.x Além disso, precisamos entregar a cadeira elétrica do meu avô as 19h.

O roteiro cumprido foi: Lisboa - Fátima - Grutas de Mira de Aire - Leiria - Lisboa.

    Para constar: o roteiro planejado é mais do viável e somente não foi realizado por nós por esses problemas de planejamento NOSSO. Nós não tínhamos lido que a empresa (drive for holidays) não possuía a entrega de veículos a noite (pretendíamos entregar as 22h ou no dia seguinte de madrugada quando voltássemos no aeroporto).
     Logo, minha sugestão é alugar o carro na noite anterior a viagem e agendar a devolução para a manhã seguinte ao passeio, pois assim não há nada que atrapalhe a saída bem cedo de Lisboa e não há pressão de "hora de volta" durante o passeio.

Dito isso, sobre o roteiro que fizemos:

Nós fomos até Fátima e deixamos meu avô e minha mãe pois escolhemos ir fazer o passeio nas Grutas de Mira de Aire.

O terreno na área possui diversas cavernas, rios subterrâneos e  caminhos, sendo essas as grutas mais profundas que se pode entrar e a que tem a maior caverna.

















     Há, antes da visitação, uma pequena apresentação explicando a história da escavação do local e sobre as cavernas e formação rochosa local. Achei muito interessante.

Foi uma experiência muito legal mas não recomendo o passeio para pessoas com dificuldade de locomoção pois tem muita escada.

Visitação: 1 hora de duração.
Preço: 6,60 euros.





     Acabamos almoçando em Fátima e acho que escolhemos mal pois o local demorou muito para trazer a comida e desperdiçamos 2h de passeio somente entre pedir a comida, esperar a comida e almoçar x.x Nesse dia recomendo refeições rápidas para aproveitar melhor o tempo.

Eu teria continuado o passeio até Leiria e apenas almoçado quando chegasse em Óbidos, mesmo que somente acontecesse lá para umas 16h, porque por ser a última cidade antes do retorno há mais calma para fazer a refeição. Basta levar uns lanchinhos para comer no carro e água que daria certo.

Após o almoço seguimos para a cidade de Leiria para conhecer o Castelo de Leiria e a visitação valeu SUPER a pena!!!



Recomendo que separe pelo menos 1h e meia para ver tudo com calma. Nós vimos meio correndo porque nosso horário estava MUITO apertado mas valeu muito a pena ^^






A volta acabou sendo super corrida porque precisávamos chegar na hora e, no final, pegamos uma saida errada na chegada a Lisboa que gerou uma confusão para a gente. Mas calma que conseguimos que a nossa host entregasse a cadeira por nós e conseguimos entregar o carro a tempo xD

Viagem sem perrengue não é viagem auhauhauhuauha

Enfim, gostei muito do passeio e pretendo refazer ele quando voltar a Portugal, mas a ideia seria realmente ir a Obidos, Nazaré e Batalha porque fiquei na vontade ao ver as fotos recentes da minha amiga Mel que conseguiu ir naquelas áreas.

Até Roma pessoal!

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Viagens: Sintra

Sintra: Quinta da Regaleira, Palácio Monserrate e Castelo dos Mouros





Olá! 

De forma a deixar mais organizado o relato do meu passeio por Portugal, eu separei em 3 posts. Este, que fala sobre o meu passeio de 1 dia a Sintra, um post sobre meus 3 dias em Lisboa (para ver clique aqui) e um post sobre o meu passeio de 1 dia a Fátima, Grutas de Mira de Aire e Castelo de Leiria. 

1) Como chegar a Sintra: 

Para ir para Sintra você deve pegar um trem que liga Lisboa a Sintra. Pode-se pegar o trem da estação Rossio ou da estação Oriente (localizada no parque nas nações). 
O trem para Sintra esta incluído no cartão do Lisboa Card. 

2) Transporte em Sintra:

 Existem 2 ônibus para acessar os castelos com linhas diferentes. Sugiro planejar o passeio pois um dia não é suficiente se não houver planejamento. 

Linha 435 ( 2,50 euros) - Leva para Quinta da Regaleira e Palácio Monserrate. Começamos o dia por ela e foi a melhor escolha porque o ônibus foi vazio e pegamos as atrações com poucas pessoas, já que o roteiro comum começa pela outra Rota (Castelo da Pena).

Linha 434 - Leva ao Castelo dos Mouros e Palácia da Pena.

Ambos ônibus você paga o ticket diário e pode subir e descer em cada castelo no sentido da ida, mas vale apenas para uma volta.

Sugiro FORTEMENTE que realizem pesquisa sobre os horários dos ônibus para organizar o tempo em cada palácio.

3) Roteiro: 

Nós chegamos as 09:50 em Sintra e retornamos desses dois passeios as 14h. 

As 14:30 (se não me engano) nós pegamos o ônibus pro Castelo dos Mouros e vimos de lá o por do sol. Nós tinhamos o sonho de ao menos ver o Castelo da Pena de perto mas não rolou porque o ônibus pulou 2 horários e tivemos que esperar até passar o último ônibus da vez (sim, ficamos 1h e 30 minutos sentados na calçada esperando o ônibus). 

Mas é aquilo, mesmo nos planejando muito temos que contar com o mal funcionamento de outras coisas. 


O passeio valeu muito a pena!!! 

A Quinta da Regaleira é um mundo próprio. Combina castelo, com passagens secretas, natureza e um monte de simbologia. 

Nós fizemos uma visita guiada que eu recomendo muito! Não acho que teria a mesma graça conhecer o lugar se não fosse sabendo o significado de cada coisa e a história da construção. 

Duração: ficamos 2h e 30 minutos, mas poderiamos facilmente ter ficado mais. 



O Palácio Monserrate é bem diferente pela sua construção que se inspira na arquitetura meio arabe e tudo mais. 

    Além disso, tem um parque enorme. Foi uma caminhada muito agradável até chegarmos no palácio. 

     Existe uma ruina no meio da floresta e uma cachoeira. Super recomendo o passeio e um piquinique no gramadão de frente pro palácio. 

Duração: ficamos aproximadamente 2 horas nesse castelo e foi MUITO corrido. Recomendo 2h e meia a 3 horas para conhecer bem o parque e o castelo.  

Por fim, o tão esperado Castelo dos Mouros é impressionante. Ficar lá em cima imaginando como há 1 milênio (tá to exagerando) atras quase o pessoal conseguiu construir uma muralha impressionante dessas no topo de um morro é realmente difícil.

 Duração: 3 horas. 

4) Bilhetes e mais informações: 

Os ingressos para cada palácio custam em torno de 8 euros e são mais caros se comprados individualmente. Exitem "combos" que diminuem o custo para ir a vários castelos.


Para mais informações: http://www.parquesdesintra.pt/


Acho que pretender ver mais do que 3 palácios por dia é muito complicado. É possível mas acho que o ideal seriam 2 dias de passeios em Sintra para ver tudo. Na verdade, eu RECOMENDO 2 dias de passeio porque acho que a cidade oferece muito e não merece uma visita tão corrida. 

Até!