terça-feira, 24 de maio de 2016

Eurotrip: Londres - parte 1

Olá!


Cheguei em Londres pelo aeroporto Stansted. Não, esse não é o melhor aeroporto para chegar em Londres e tive que morrer num dinheirinho para chegar no centro da cidade (menos libras do que eu pensava pelo menos.

No desembarque existem pessoas vendendo a passagem de ônibus que te leva do aeroporto a vários pontos da cidade e, a depender de para onde você vai, uma das empresas vale mais a pena. Para mim, que tinha que pegar uma linha de metrô que me deixasse na estação Gloucester Road, o itinerário da CityLink,que me deixou  em King's Cross por 8 libras, valeu muito a pena (na internet não havia visto que existiam esses ônibus e estava desesperada com a perspectiva de pagar 15 libras no trem expresso x.x).
A viagem até o centro durou 1h mas foi bom demais poder ir ferrada no sono (lembrando que eu havia dormido no aeroporto em Berlin).

Na estação King's Cross comprei o meu Oystercard (que é o cartão do transporte público em Londres) que custa 5 libras e no final da viagem você recebe o dinheiro de volta ao retornar o cartão. Eu carreguei o cartão com 30 libras e na minha inocência achei que ia dar xD Precisei colocar mais um pouquinho no ultimo dia porque o passeio do hp comeu todos os meus créditos.

Eu fiquei hospedada no Meininger Hotel London Hyde Park, que é carinho mas muito bem localizado - do lado de vários museus e da estação de metrô Gloucester Road. Deixei a mochila no quartinho e achei relativamente bom o controle com entrada nesse quarto.

Como sou uma mochileira frenética, logo saí do hostel para explorar os arredores e cumprir o cronograma do dia. Meus dias em Londres ficaram um pouco mais amarradinhos que nas outras cidades porque comprei previamente alguns ingressos: Passeio do Harry Potter, Combo da London Eye e Peça de teatro "Les Miserables".

Dia 1 - London Eye, Westminster Abbey e Les Miserables


Eu comprei pela internet, por 50 libras, um Combo com ingressos para a London Eye, museu da Madame Tussaud e London Dungeon. Quando comprei na internet tive que agendar um horário para pegar os ingressos e a ideia era já deixar agendado os outros ingressos, então essa foi minha primeira atividade do dia.
Para comprar seus ingressos online, acesse: https://www.londoneye.com/




Peguei o metrô e desci no cartão postal de Londres: de frente pro Big Ben.

Esse é um daqueles momentos que você fica embasbacado e sente que esta realizando um sonho.
Depois de muitas fotos, atravessei a ponte e fui para a London Eye.

Foi super rápida a obtenção dos tickets ( no caso da Madame Tussaud e London Dungeon você deve trocar e marcar os respectivos horários de visita nos lugares) e entrei na fila para o cinema 5D e depois da fila, relativamente pequena nesse dia, para ter a visão panorâmica da cidade.


 Eu me diverti muito e acho que é um passeio muito válido. De fato, somente o passeio na London Eye custa umas 20 libras (salgadooo) mas eu achei bem pago, considerando o tempo que fiquei lá emcima (uns 20 minutos ou mais) e a vista da cidade. Para quem acabou de chegar e ainda não conhece nada é muitoooo interessante ^^

Dalí, passei no London Dungeon (que é do lado) e fiz a troca e marcação do horário.

O próximo passeio foi o tour dentro da Westminster Abbey - logo do lado. É um tour muitooo caro - 20 libras - e fiquei mais ou menos 2 horas lá dentro.

Achei legal e interessante maaaaas se eu pudesse voltar no tempo usava essas 20 libras em outra coisa pq, veja bem, tem muita coisa MUITO boa para fazer em Londres de graça (a maioria dos museus são free) e pouco tempo para explorar tudo. Para você pagar por uma atividade tem que valer muito a pena e ... acho que 20 libras é caro demais para o tipo de visitação que a gente faz na abadia.




Após a visitação, peguei o metrô e fui até a estação Baker Street para agendar minha visitação no Madame Tussaud. Tive que pagar 5 libras a mais porque a exposição do Star Wars não esta abrangida no ingresso comum ¬¬

Aproveitei a passadinha em Baker Street para uma foto com um certo investigador famoso e retornei pro hostel, já que o musical "Les Miserables" iniciava as 19:30.

O musical é sensacional e eu recomendo muitoo. Eu fiquei em uma das ultimas fileiras mas deu para ver e ouvir perfeitamente. O ingresso custou 22,50 libras.

Nesse dia eu estava morta mas ainda conversei com o pessoal no hostel antes de ir dormir mas o dia seguinte estava me empolgando muito e NADA iria fazer com que eu prejudicasse os planos.



Dia 2: Dia de Harry Potter *.*


O passeio aos studios do Harry Potter DEVE ser feito por qualquer pessoa que seja fã porque é muito legal.

Você tem que pegar um trem na estação Euston em direção London Midland e esse trem custa 15,50 libras ida e volta. Na estação Watford Junction você desce e pega o ônibus especial que leva para os studios da warner, que custa 2 libras.

O trajeto demorou 1 hora e 20 min do meu hostel até lá mas acho que tive MUITA sorte porque peguei o trem assim que cheguei na estação.

A entrada no Tour para o adulto custa 33 libras e eu comprei antecipadamente pela internet. O meu horário de entrada era entre 10h e 10:30 e cheguei com folga no local para pegar o ingresso fisico na máquina e entrar na fila de entrada.
Para comprar ingresso online, acesse https://www.wbstudiotour.co.uk/

Daí não tem muito o que falar. Foi uma viagem para dentro do filme. Cenários, vestuários, vídeos explicativos e muitas informações. Existem diversas brincadeiras e máquinas de fotos para crianças pequenas.












 Eu saí do tour as 14:30 e mais uma vez tive muita sorte com os horários do ônibus até a estação e do trem até Londres.

As 15:45 eu entrei no museu Victoria and Albert, cuja entrada é de graçaaa \o/ E tem um acervo muito variado que vai desde peças de roupa, mobílias, peças de arte, construções da antiguidade (tem umas salas que não faço IDEIA de como eles conseguiram colocar arcos tão grandes) e tem peças japonesas, indianas, árabes, etc etc etc. É muita coisa mesmoo!!

Super recomendo esse museu! Fui expulsa (praticamente) de lá as 18h xD







A noite eu estava morta meeesmo e sabia que o dia seguinte seria puxadissimo de novo mas acabei fazendo amizade com o pessoal do quarto aí fui jantar nos arredores do hostel - tem muita opção!

A foto ao lado é do Museu de História Natural que fica ao lado do Victoria and Albert. Em razão da proximidade do natal, existe na sua parte externa uma pista de patinação no gelo e umas barraquinhas com comida.

Dia 3 - Dia de British Museum 



Eu escolhi fazer esse passeio em uma sexta-feira porque é o dia que o museu fecha mais tarde  - 20h da noite. Com a experiencia dos amigos, separei o dia inteiro - das 10h as 20h - para ficar no British Museum.

Após tomar um café da manhã comum nos arredores do hostel, passei num Tesco (que fica em frente a estação de metrô) e comprei o abençoado Meal Deal - 3 libras equivalem a um sanduíche OU salada OU macarrão + batatinha frita + bebida. Num mundo tão caro quando o inglês, ter comida pro dia todo por 3 libras é uma lindeza. *.*

Cheguei 10h no Museu e aluguei o Audioguide porque SEM CONDIÇÃO de fazer o tour naquele local enorme sem. O audioguide custou 5 libras - muito bem pagas - porque nele tem como você checar os horários dos tours guiados e tem um mapa com GPS que SALVA naquele mundo!!!!











Eu consegui ver quase todos os setores mas admito que no final do dia eu estava bem cansada mesmo! A bateria do meu audioguide chegou a acabar e troquei por outro xD





Mas era sexta feira e o pessoal botou pilha então fomos num evento que estava acontecendo: Winter Wonderland. Eu já havia pesquisado previamente e sabia o que eu queria fazer. Por um tris não comprei ingressos antecipados porque, ao chegar no local, bateu uma decepção pesada!




Ultra mega super cheio, medo de pick pockets (existiam avisos em todos os lugares), comidas caras, atrações caras e com filas enormes e, as atrações que eu queria ir NADA se pareciam com as imagens da internet.
Ufaaa me livrei dum preju!




Acabou que saimos de lá e fomos nos aventurar na London China Town, comemos bem e por um preço MUITO mais razoável.



















Para ler mais sobre o que eu fiz em Londres, veja a parte 2.

Até!

sexta-feira, 20 de maio de 2016

Livros viajantes: A bibliotecária de Auschwitz

Olá! 



E esta é a 6ª rodada do Livros Viajantes \o/ 

Quem acompanha o blog ou me conhece sabe que tenho fraco por histórias que se passem durante guerra. Após meu mochilão, em que eu conheci o 1ª campo de concentração - localizado em Dachau/Alemanha - e fui no memorial do holocausto - Berlim/Alemanha, acho que fiquei ainda mais envolvida com essa questão. 
As aulas de história nos ensinam datas e acontecimentos importantes mas nós não estudamos as pessoas que viviam naquela época. É um estudo bem pouco humano no final das contas. Nós aprendemos que os nazistas tratavam os judeus e demais perseguidos como trabalhadores escravos. Nos foi ensinado que muitos judeus não morriam nas câmaras de gás mas por doenças ou cansaço. 
Mas, quantos de nós pensaram a fundo sobre isso? Sobre as condições de vida em um campo de concentração? 
Esse livro te leva para dentro da realidade do judeu que viveu no campo de concentração que matou a maior quantidade de judeus durante a 2ª Guerra Mundial - Auschwitz, na Polônia. 
 A protagonista (que existiu de verdade) te conta como era a fome, o cansaço, o medo dos alemães opressores, a desesperança, a constante desconfiança de sofrer uma traição e a perda de tudo (até a dignidade)!

Mas o livro acrescenta muito mais: esperança. Uma escola clandestina construída em um "campo familiar". Os nazistas queriam dar uma "boa impressão" internacional em relação ao tratamento dado aos judeus nos campos de concentração e por isso criaram o "campo familiar" e permitiram a criação do barracão 31 para cuidar das crianças - para que essas não atrapalhassem os pais.  A ordem era para que nenhum conhecimento de verdade fosse passado e que somente adivinhações e brincadeiras fossem realizadas. 
Corajosos presos se organizaram e ministravam verdadeiras aulas de história e geografia. A duras penas ensinavam alguma coisa e diminuíam o medo e a fome das crianças.  E obtiveram algo estritamente proibido de estar na posse de um prisioneiro: um livro. Na verdade, mais de um livro. 
A protetora desses livros era uma menina de apenas 14 anos que arriscava TODOS OS DIAS sua vida em prol de manter os livros acessíveis aos professores do bloco 31. 

Eu realmente adorei esse livro e lógico que eu RECOMENDO fortemente a leitura. Nós não podemos tratar acontecimentos históricos de um ponto de vista puramente objetivo. As pessoas viveram e, principalmente, sofreram com a guerra e isso não pode ser ignorado. 

Na realidade, cada detalhe da vida dessas pessoas deve ser considerado por nós para que no futuro guerras e massacres não voltem a ocorrer. Temos que resgatar a empatia na sociedade e evitar que a vida torne-se algo tão numérico e banal. Sofrimento, de ninguém, deve ser visto apenas como estatística. 
Logo, leiam esse livro e outros que falam sobre as atrocidades humanas contra outros humanos. 
Dói, mas reflitam sobre isso. E não fujam em suas viagens desses locais. FAZ PARTE do nosso crescimento aprender com os erros! 

Até! 

terça-feira, 17 de maio de 2016

Livros da Bienal: Sanctum e Scarlets

Olá!!



Um tempinho sem postar e surpresa de ainda terem livros da Bienal do ano passado para eu comentar (pq eu passei vários livros que não foram de lá na frente da fila... mas tudo bem... acho que agora acabou xD)

Primeiramente, os livros desse post são continuação do livro Asylum - para ler sobre esse livro livro, clique aqui 

O livro Sanctum ocorre após as aventuras (ou desventuras) o trio de amigos Dan, Abby e Jordan - que estão traumatizados e meio afastados. Todos estão tentando retomar suas vidas de forma normal mas os acontecimentos das férias de verão não podem "simplesmente" ser esquecidos.

Virar a página é impossível para eles, já que todo mundo esta ouvindo coisas ou recebendo imagens macabras pelo correio. Alguém não quer que eles esqueçam.

Já o livro Scarlets é apresentado como um episódio da série Asylum, logo, poderia ser lido depois de Sanctum ou antes. Contudo, recomendo que seja lido depois porque pode ser um spoiler dos acontecimentos de Sanctum ou mesmo parecer muuuiito sem graça para quem não sabe a história e não conhece os personagens apresentados por esse livro.

Pois bem, livros apresentados, apresento minha humilde opinião.

Sanctum é bem mais assustador que Asylum. Não sei como a autora conseguiu explorar melhor o suspense e o terror com o pano de fundo de circo da déc. 20/seita secreta do que com um ex-manicômio do mal mas ela conseguiu .

São diversos os momentos de tensão em que eu (sozinha no meio da noite) dava aquela respirada quando começava a ficar tenso demais o momento do livro xD  Dessa vez se torna insuportável as vezes estar na pele desses adolescentes, serio mesmo!

Não tem como eu falar que é um livro maravilhoso, porque não é. Meio que a história é legal mas os personagens são muuiiiitooo chatos! As atitudes dele são bem previsíveis e, se a história por si só não fosse imprevisível, seria um livro beem chato de ler.

Mas o roteiro é realmente bom e fez com que eu continuasse curiosa com o desfecho do livro, logo, fiquei lendo até acabar.
Para o tipo de trama que foi desenvolvida, o final deixa MUITO a desejar... mas normalmente os fins de filmes de terror também sempre me deixam frustrada..

Scarlets é um livro desnecessário. Ele veio no "combo" que comprei de "graça" e agradeço por não ter investido um dinheiro a parte por esse livro.

O início da história promete e gera muita expectativa pois você pensa que os mistérios que continuaram sendo mistérios no livro Sanctum vão ser revelados. Não acontece. É um livro super curto que acaba sem a menor emoção após criar uma atmosfera que poderia ter sido muito melhor desenvolvida. Logo, não comprou um combo que esse livro venha, simplesmente não compre ele sozinho porque vai rasgar dinheiro e ficar frustrada.

No final das contas, eu recomendo a série como um todo porque ela é diferente do que tem sido publicado nos últimos tempos. Apesar dos draminhas adolescentes e tudo mais é uma leitura que vale, pelo menos, para tirar os adolescentes dessa overdose de romances com sobrenaturais e protagonistas heróicos.

Conclusão: recomendo a série Asylum - compra do combo - porque a compra dos livros individualmente sai mais cara do que merece e fica  meio sem sentido os livros separados.

Até!




sábado, 23 de abril de 2016

Cabelo: Igora 7.77 + 0.77

Olá!

Post rápido, já que um pouco repetitivo, só para mostrar a diferença no tom final da Igora 7.77 com as proporções de água oxigenada corretas. 

No último post de retoque eu reclamei que a cor ficou muito fechada e eu prefiro mais aberta e desconfiei que o problema fosse a quantidade de oxigenada e o tempo de descanso na tinta no cabelo. 

A raiz estava 2 a 3 dedos crescida e o tom do resto é o que pode ser visto nas fotos abaixo. 



Dessa vez utilizei apenas meio tubo de tinta e 60ml de água oxigenada (o dobro do recomendado) mas deixei por 60 minutos. Quando puxei a tinta da raiz para as pontas, deixei apenas uns 5 minutos, então não houve diferença no tom do comprimento e pontas.







O resultado foi bem mais satisfatório do que o do retoque anterior. A raiz não ficou mais escura que o comprimento e acabou que a puxada da tinta com água para o comprimento deu uma igualdade do tom entre raiz e comprimento que me agradou muito. 


Bom gente, conclusão: se você gosta do tom mais aberto deve deixar os 60 minutos de pausa. Apesar das instruções recomendarem de 45 min a 60 eu vi que no meu a raiz não abre com só 45 minutos e prejudica o equilíbrio da cor entre raiz e comprimento.

To pensando em tentar na próxima vez o 8.77 para obter um tom mais claro pq não to sendo feliz com a 7.77 x.x Não tá mais chegando no cobre que eu obtinha inicialmente. Não sei se é pq meus fios já estão saturados ou se eles modificaram o pigmento esse ano.

Até!

2 semanas após o retoque - cobre ainda amor s2

quarta-feira, 20 de abril de 2016

Livro: Mundo sem fim

Olá!!

Esse livro foi repartido em 2 volumes e ganhei de presente de natal (obrigada!!). Acertou em cheio no autor e, de quebra, eu gostei muito da história.

O estilo do Ken Follet nesse livro segue a trilogia o século: o inicio da história mostra como os personagens que dominaram a trama se conheceram. Eu acho muito interessante essa escolha que ele faz - todos os personagens principais se conhecem e tem um vínculo, que não é importante para a trama em si, mas uma ótima forma de apresentar os personagens enfatizando as diferenças de personalidade e contextualizando a participação delas na sociedade em que vivem.

Pode parecer simples mas esse tipo de apresentação faz toda a diferença para o leitor. Logo no primeiro capitulo você já criou algum vinculo com o personagem pq você já sabe como ele age e que lugar ocupa. Desde logo eu já estava "torcendo" pelo sucesso de Merthin e querendo que rolasse um romance dele com a Caris.

Mais uma vez o pano de fundo é baseado em uma história real = a vida durante o século XIV na Inglaterra. O domínio da igreja, o poder insurgente das guildas mercantis, reis e nobres babacas e, logico, a peste negra.

Eu adoro esse tipo de construção fictícia misturada com informações verdadeiras. Além de ser um show de história, é muito interessante imaginar como as pessoas viviam nessa época, suas dificuldades e tudo mais.

Uma pauta frequente é o tratamento submissivo imposto as mulheres. Para que uma mulher pudesse exercer sua inteligencia dependia de fazê-lo por trás de um homem.. deve ter sido muito frustrante! A abordagem ficou muito legal.

Recomendadíssimo o livro!

Até!

sexta-feira, 15 de abril de 2016

Eurotrip: Berlim (parte 2)

Olá!

Altes Museum
Este post é a continuação do meu relato de viagem sobre os 5 dias que passei em Berlin. Se você ainda não leu a parte 1, clique aqui, e veja o que eu fiz nos dois primeiros dias na capital alemã. 


Dia 3: Ilha de Museus

A Ilha de Museus é um pedacinho muito cultural de Berlim que concentra 5 museus muito próximos uns aos outros. Eu comprei o Welcome Berlin Card, o qual me dava acesso ilimitado a todos esses museus por 3 dias e descontos em outras atrações.  Os Museus que escolhi para esse dia foram Pergamon Museum e o Altes Museum. 
O Altes Museum tem uma vasta coleção de obras de esculturas e artigos gregos e romanos. É um museu grande e eu me diverti muito zoando com as esculturas. Realmente os detalhes são muito legais mas diversas vezes eu ficava rindo sozinha porque as pinturas em jarros ou esculturas me soavam muito engraçadas xD Tipo esse jarro ai do lado em que o indivíduo parece estar dançando embalos de sábado a noite auhuahuahuahuah 

Eu cheguei na Ilha de Museus as 10h e permaneci 2h no Altes. Honestamente, a não ser que a pessoa se interesse horrores por cada detalhe e ouça integralmente o audioguide, não vejo porque ficar mais do que esse tempo. 
Novamente tentei visitar o Berlim Dom mas não consegui nessa hora x.x só era possível fazer a visitação completa mais tarde, porque nesse dia estava acontecendo alguma celebração especial. 

Almocei um wrap delícia com chá gelado em um restaurante ali perto, interessada no wi fi do lugar acabei escolhendo bem. 

Peguei fila no Pergamon, e acabei entrando no museu somente as 13:30. O Pergamon me deixou de boca aberta! Foi muitooo emocionante e divertido. Entrar no museu e dar de cara com  reconstrução do Ishtar Gate foi demais. E aí o audioguide te informa que essa parte é a menor... magina a maior? Muito fabuloso!


Ir nesse museu foi uma experiencia diferente das demais visitas a museus porque os ambientes não estão só cheios de relíquias mas você se sente transportado para a antiguidade por estar em um ambiente antigo. Eu adoro história da antiguidade e o museu fornece muito disso.

Eu fiquei 3h nesse museu mas acho que porque tudo me interessava muito e eu ouvia quase todos os audioguides. 

Recomendo muitissimo esse museu para todo mundo. 
Em 2020 eu volto a Berlim para ver a parte nova do museu que promete ser um arraso (na verdade Berlim vai estar cheia de coisas novas em 2020). 

Saí do Pergamon e parti para o Berlin Story Bunker, que fica próximo a Potsdamer Platz. A entrada custou 7 euros, tarifa reduzida em razão do Welcome Card. 

Admito que fiquei meio decepcionada assim que entrei no lugar porque eu esperava visitar um bunker mas dá entrada você vê salas escuras e barulho de gritos. Aí você vai vendo vários bonecos e ambientes escuros e alguns cartazes explicando o que cada sala representa (peste negra, tortura..) Deve ser interessante para levar crianças mas para mim foi bem chato. 

Aí você chega no fim do caminho e te falam para subir uma escada. Quando cheguei no segundo andar um grupo de meninas estava lá. Aí quando fiz menção de entrar na próxima sala elas gritaram: "Não entre aí sozinha!" e eu perguntei porque e elas explicaram que a próxima sala tinham pessoas que davam susto nas pessoas. Chamei elas para irem comigo e acabou sendo uma experiencia muito engraçada. 
Mais uma vez, eu estava muito decepcionada com a atração, que atrai o visitante por ser um bunker mas até então eu não havia visto nada falando sobre isso. Essa parte somente foi divertida porque eu estava com essas meninas. Se eu estivesse sozinha teria ficado puta com varios atores tentando me dar sustos..

Por fim, o caminho tem indicações que deve-se descer as escadas. Após dois lances chegamos em um corredor bem iluminado com uma mocinha para entregar audioguides. Nesse momento pensei: agora cheguei nos bunkers. 

Mas não. Esse andar é um museu que conta a história da Alemanha, tem miniaturas e vários cartazes e videos em cada sala. Aí, na última sala, temos o que foi mantido do bunker e a história de uma sobrevivente que, após a destruição da casa de sua família, buscou abrigo lá com a família. 

A história contada mostra a realidade triste da superlotação dos bunkers em Berlim durante a segunda guerra mundial, quando as pessoas começaram a morar nos bunkers porque não tinham mais suas casas. A superlotação gerava insalubridade nos locais e reações suicidas nas pessoas. Um ambiente extremamente traumatizante para adultos, imagina para crianças. 

E aí o tour terminou. Não recomendo como visita a bunker porque não cumpre o que se propõem mas é um passeio bom para quem viaja com crianças. 

Dalí, fui a pé até o checkpoint charlie que, já estava fechado :( Mas o museu do Check point charlie estava aberto (na verdade fica aberto até as 22h então não há desculpa para não ir).  A entrada é salgada. 9,70 euros! 

O museu é cansativo porque tem milhões de placas com muitas informações. Pessoas que não curtem leitura: não vá. Não compensa. 
Mas eu gostei muito. Li todas as placas, me emocionei com uma ou duas histórias de fugas bem sucedidas de Berlim oriental para a parte ocidental. 

É muito legal também descobrir heróis escondidos. Pessoas que podiam ter se acovardado mas deram a vida para salvar desconhecidos. Show de humanidade!

Eu jantei logo do outro lado da rua em um ótimo restaurante italiano. Pedi uma massa deliciosa com vinho e custou 13 euros. 

Dali, peguei o metrô e voltei pro hostel. 

Dia 4: Dia de Tours
A manhã no dia dos tours

Esse dia eu divide em 2 partes: a primeira parte foi para conhecer a "Igreja quebrada" e a 2ª parte eu fiz 2 tours com uma empresa. 

Como os três dias de transporte já haviam acabado, comprei um ticket diário para as área A e B, que custou 6,90 euros. 

A manhã estava fria e com bastante nevoeiro mas o passeio foi bem agradável. 

A igreja antes dos bombardeios
A "Igreja quebrada" (ou Kaiser Wilhelm Gedächtniskirche) impressiona e tinha um mercado de natal bem legal do lado de fora. 

Dentro da igreja quebrada somente existe uma exposição com oque sobrou dela após os bombardeios. 

Achei interessante mas não fiquei 30 minutos lá. Não cobra-se nada para acessar a exposição e no prédio imediatamente em frente é onde as celebrações acontecem na área. No dia estava acontecendo uma apresentação de violino e piano. Adorei! 

Dalí, peguei o metrô e me encaminhei para a estação Berlin Gesundbrunnen. 

A empresa Berliner Unterwelten é especializada em tours em bunkers e o subterraneo de Berlim.

Eu escolhi o tour 1 - Dark World e o tour M- Under the Berlin wall.




O ingresso para o tour 1 custou 9 euros e para o tour 2 custou 11 euros. Existem tours em alemão e inglês mas deve-se atentar que há horário certo para cada tour e que há limite de pessoas, logo, convém chegar mais cedo para assegurar sua vaga. 

Como os locais que visitamos é sublocado de outras pessoas, os turistas não podem tirar fotos, só quando os guias dizem que pode. 
Eu gostei muito dos tours e recomendo. Não tinha ideia de como era um bunker mesmo e os guias mostram o local e contam as histórias. Tudo muito interessante. 

O tour M foi muito mais interessante porque a ideia é falar sobre as fugas ocorridas de Berlin oriental para ocidental pelo subterrâneo. 

Eu não fazia ideia de metade das formas. Foi muito legal ver o quanto as pessoas era criativas par buscar uma vida melhor mas ao mesmo tempo tudo era muito arriscado.

Foi muito legal o momento do tour que fizemos uma simulação de um tipo de fuga muito complicado: a fuga pelo esgoto.

Recomendo muitissimo essa e tenho que elogiar o guia, que não me lembro o nome, mas que parece o Sirius Black xD Ele usava um casaco roxo camursa e tinha o cabelo e a barba cumprido. O cara falava rápido mas eu entendia tudo ^^ 

O cronograma desse dia acabou e o plano era descansar. Mas estar em hostel significa chegar lá e acabar saindo para conversar com o pessoal. 
O Plus hostel tem diversos tipo de atrações para conhecermos a cidade ou os bares. Eu escolhi o tour dos bares, que sai as 20h em dias certos, e você vai conhecendo e bebendo de bar em bar na região.Foi muitooo legal (não no dia seguinte, claro!). 



Dia 5: Centro de Berlin e Memorial do Holocausto

Último dia em Berlim. Deixei a mochila no locker fornecido pelo hostel. Você pode só deixar no quarto reservado para as malas ou colocar dentro de lockers pagos dentro desse quarto. Acho muito mais seguro e recomendo que gaste-se 4 euros pela segurança da sua bagagem. 

Nesse dia tomei café da manhã no hostel, lavei roupa, fui na piscina e sauna, li livro e esperei para todo o sempre até a roupa estar seca. Depois se estar organizada fui cumprir o cronograma. 


Saí a pé e logo cheguei no East Side Gallery - o que sobrou do Muro de Berlim. O plano consistia em percorrer toda a extensão do muro da altura em que sai do hostel até a Alexanderplatz. Não rolou porque eu demorei muito tempo lendo o que estava escrito no muro, indo por um lado e voltando pelo outro do muro. O dia estava muito agradável e quando me dei conta, meu horário estava apertado. Aí atravessei a rua e peguei o s-bahn e desci na AlexanderPlatz. 

O foco nesse momento era conhece a parte chamada Nikolaiviertel, que eu li na internet que parecia te transportar para o medievalismo. 

Andei pelos arredores, e visitei a Nikolaikirche. A igreja é bem grande e bonita. A entrada custou 5 euros e vinha com audioguide incluído. Demorou 1h entre a visitação da igreja e os arredores. 



Retornei o caminho para a Alexanderplatz e passei na frente da Câmara Municipal de Berlim (Rotes Rathaus) e passei pelo mercado de natal localizado lá, junto a fonte de netuno e a pista de patinação no gelo. 


Depois de comprar muitas lembrancinhas na Alexanderplatz, peguei o metrô e fui para o ponto alto do dia: o Memorial do Holocausto. 


O local traz emoções diversas. Passeei entre as pedras por um tempo e depois fui para a fila de entrada da exposição que existe no local. A entrada é gratuita e o audioguide custa 2 euros. Li tudo, chorei e sai dali diferente. Não sei se é porque já havia ido ao campo de concentração de Dachau e ler aquelas história deixou tudo tão concreto. Senti o desespero das pessoas que foram perseguidas, torturadas e mortas, e lamentei a ignorância e ganancia humana. 

Meu dia morreu depois do memorial do holocausto. Voltei pro hostel e esperei até o horário de ir para o aeroporto. 

Informação importante: o transporte para esse dia abrangia as áreas ABC, pois eu iria para o aeroporto Schonefelde, e custou 7,80 euros. Sugiro que vocês não comprei passagens para de manhã cedo porque vcs vão ter que dormir no aeroporto ou morrer numa grana de taxi para chegar lá. 

O aeroporto tem uma estrutura meio bosta se comparado com os demais que conheci e dormir lá foi muuuitooo ruim. 

Mas tudo correu bem, o voo não teve atraso e a emigração foi tranquila. 

Próxima parada: Londres. 

Até!!